PNEUMONIA ATÍPICA
É caso para se estar preocupado, de facto. Não em demasia, mas a preocupação é sintoma de preservação.
Assim sendo, é caso para pensar se devemos sair à rua.
É daquelas perguntas que nos assolam a mente.
Deverei sair à rua? Deverei beijar aquela mulher? Deverei beber daquela chavena?
Mas se eu não sair na rua a aproveitar o sol... se não beijar aquela mulher... se não beber aquele chá bem confortante... de que serve continuar vivo?
Será que viver é simplesmente o facto do corpo orgânico estar vivo ou é uma oportunidade de vivenciar sensações e sentimentos.
Acho que "...prefiro morrer tendo sexo que viver sem sexo!", segundo esta frase de um amigo meu filósofo, ilustra bem o que eu sinto.

Este passageiro que espera o seu voo no aeroporto japonês de Narita, próximo de Tóquio, está certamente preocupado com os problemas respiratórios, potencialmente fatais, que lhe poderiam advir de uma pneumonia atípica, e por isso se encontra entre os cerca de 50% dos passageiros que optam pelo uso das máscaras protectoras. Mas, entre tanto cuidado, do que ele não abdica é da sua cigarrada.
Imagens retiradas do site RTP.pt
PEDOFILIA TEM VÁRIAS CARAS
Tem havido muita polémica aqui em Portugal devido ao escândalo do abuso sexual em crianças menores utilizando um asilo de crianças desfavorecidas. Chega aos mais variados extractos sociais e politicos os violadores: apresentadores de televisão, jornalistas, advogados, médicos e agora um político.
Eu não concebo como é que uma pessoa consegue magoar uma criança desta maneira. Há dois dias eu vi uma reportagem com um dos menores violados e ele confessava que ver os criminosos atrás das grades não é nada. Que ele gostaria de mata-los. Aliás, ele pensa isso todos os dias.

No meio do escândalo da pedofilia tem caído injustamente no esquecimento essa outra forma de violação da infância que é o trabalho das crianças, as mais das vezes em condições de autêntica escravatura. Na foto, Mateen, paquistanês, de nove anos, num intervalo do trabalho que executa, com uma jornada de 10 horas, numa oficina de reparação de automóveis. Como ele, há 11 a 12 milhões de crianças no país, das quais pelo menos metade com idades abaixo dos 10 anos.
Mudança de Sistema de Comentários
Segui os conselhos da Scully e decidi mudar de sistema de Comentários. Porque o YACCS há mto que seguia inactivo e porque simplesmente me apeteceu mudar.
O problema é que fiquei sem os comentários mais antigos, mas... paciência! Terão de começar de novo!! :-))
Agora tenho uns comments do Comentar
Obrigado, Scully!!
Aqui no Brasil a pedofilia também é crime mas é só você sair para passear para conhecer os pontos turisticos principalmente as praias cariocas e as praias do nordeste brasileiro que tem fama de ter sol o ano inteiro que você verá crianças sendo violentadas a troca de promessas e balas. Com seus corpos em formação e pela cultura brasileira de usar sungas e shorts esportes sobre caidos as criança inocentemente se expoem aos olhos dos pedofilos que nao se contentam em simplesmente olharem.
Afixado por: Lucio porto em setembro 25, 2004 03:22 PMAqui no Brasil a pedofilia também é crime mas é só você sair para passear para conhecer os pontos turisticos principalmente as praias cariocas e as praias do nordeste brasileiro que tem fama de ter sol o ano inteiro que você verá crianças sendo violentadas a troca de promessas e balas. Com seus corpos em formação e pela cultura brasileira de usar sungas e shorts esportes sobre caidos as criança inocentemente se expoem aos olhos dos pedofilos que nao se contentam em simplesmente olharem.
Afixado por: Mário Lúcio porto em setembro 25, 2004 03:21 PMAqui no Brasil a pedofilia também é crime mas é só você sair para passear para conhecer os pontos turisticos principalmente as praias cariocas e as praias do nordeste brasileiro que tem fama de ter sol o ano inteiro que você verá crianças sendo violentadas a troca de promessas e balas. Com seus corpos em formação e pela cultura brasileira de usar sungas e shorts esportes sobre caidos as criança inocentemente se expoem aos olhos dos pedofilos que nao se contentam em simplesmente olharem.
Afixado por: Mário Lúcio porto em setembro 25, 2004 03:20 PMsei que poderás considerar o que vou dizer como uma aberração, mas gostava que lesses isto quase como um grito rouco de alguém que se preocupa com a infância e que já teve "ao colo" crianças e adolescentes violados desde idades muito precoces, e crianças com problemas comportamentais graves.
~Toda a criança violada tem sentimentos contraditórios sobre a sua experiência. A violação tb acontece em diferentes circunstâncias: na família próxima ou alargada, por pessoas da relação da família, por desconhecidos, por crianças ou adolescentes mais velhos, por adultos em instituições ou na rua, etc. Os efeitos são diferentes quer pela relação da vítima com o violador, quer pela forma como se processou.
Quando a violação é na rua, por desconhecidos, as marcas ficam, é certo, mas torna-se + ou - simples equacionar e viver com isso porque a atribuição da culpa é feita e não há grande culpabilização pessoal, nem grandes sentimentos contraditórios (pode haver, claro, isto não é fácil).
Quando a violação se passa na família próxima (pais) a situação complica-se e os sentimentos de culpa e outros factores misturam-se aqui.
Sem querer ser exaustiva, vou referir apenas algumas questões relacionadas com a pedofilia dos meninos institucionalizados, ou de rua.
É que há muitos sentimentos contraditórios neste meninos abusados. Primeiro porque sendo crianças que não têm família, ou a que têm não exerce essa função, o violador causa um misto de sentimentos: por um lado, é o abusador que se teme, por outro lado é muitas vezes o único "afecto" que conhecem (mesmo que para nós isso possa ser chocante).
Também aqui se junta o problema da homossexualidade destas relações, i.e., quando estas relações são de caracter homossexual e muito precoces, estes adolescentes têm grande dificuldade de construir a sua identificação sexual, fica uma incompreensão muito perturbadora. A grande maioria destas crianças, continuarão a não ter oportunidades e viverão no mundo da criminalidade, seja ela a prostituição, seja qualquer outra forma.
Muitas vezes é o próprio violador que é a figura de referência dessas crianças e, assim, ela será violadora também (pode ser o caso do BIBI, por exemplo). As crianças constróem a sua personalidade através da imitação dos adultos de referência.
Agora o que vou dizer é que é muito polémico. A escola, porque socialmente obrigatória, deveria constituir-se, para as crianças em situação de risco, como o local de encontro de adultos de referência positivos, como espaço lúdico, como espaço de aprendizagem de valores morais e éticos de uma sociedade que eles não tiveram hipóteses de experienciar no seio da família. Mas estas crianças e adolescentes são marginalizados pela escola e, na maioria dos casos, fazem nesse espaço as aprendizagem do percurso marginal.
Quando a escola não era obrigatória, muitas crianças aprendiam profissões com os pais, vizinhos, etc, e tornavam-se adultos com um saber que os integrava na sociedade. Hoje, a escola, ao hostilizar estas populações mais carenciadas, tritura-lhes a auto-estima e transforma-os em marginais.
Espero que entendas isto, não como eu estando a defender o fim da escolaridade obrigatória (não é o caso), nem como estando a defender o trabalho infantil (tb não é o caso) que hoje não se processa nos termos que falei em cima, mas como estratégia das empresas para conseguir maiores lucros.
São só pequenos pensamentos desorganizados que vieram por ler este teu post.
Abraço
GIN
sei que poderás considerar o que vou dizer como uma aberração, mas gostava que lesses isto quase como um grito rouco de alguém que se preocupa com a infância e que já teve "ao colo" crianças e adolescentes violados desde idades muito precoces, e crianças com problemas comportamentais graves.
~Toda a criança violada tem sentimentos contraditórios sobre a sua experiência. A violação tb acontece em diferentes circunstâncias: na família próxima ou alargada, por pessoas da relação da família, por desconhecidos, por crianças ou adolescentes mais velhos, por adultos em instituições ou na rua, etc. Os efeitos são diferentes quer pela relação da vítima com o violador, quer pela forma como se processou.
Quando a violação é na rua, por desconhecidos, as marcas ficam, é certo, mas torna-se + ou - simples equacionar e viver com isso porque a atribuição da culpa é feita e não há grande culpabilização pessoal, nem grandes sentimentos contraditórios (pode haver, claro, isto não é fácil).
Quando a violação se passa na família próxima (pais) a situação complica-se e os sentimentos de culpa e outros factores misturam-se aqui.
Sem querer ser exaustiva, vou referir apenas algumas questões relacionadas com a pedofilia dos meninos institucionalizados, ou de rua.
É que há muitos sentimentos contraditórios neste meninos abusados. Primeiro porque sendo crianças que não têm família, ou a que têm não exerce essa função, o violador causa um misto de sentimentos: por um lado, é o abusador que se teme, por outro lado é muitas vezes o único "afecto" que conhecem (mesmo que para nós isso possa ser chocante).
Também aqui se junta o problema da homossexualidade destas relações, i.e., quando estas relações são de caracter homossexual e muito precoces, estes adolescentes têm grande dificuldade de construir a sua identificação sexual, fica uma incompreensão muito perturbadora. A grande maioria destas crianças, continuarão a não ter oportunidades e viverão no mundo da criminalidade, seja ela a prostituição, seja qualquer outra forma.
Muitas vezes é o próprio violador que é a figura de referência dessas crianças e, assim, ela será violadora também (pode ser o caso do BIBI, por exemplo). As crianças constróem a sua personalidade através da imitação dos adultos de referência.
Agora o que vou dizer é que é muito polémico. A escola, porque socialmente obrigatória, deveria constituir-se, para as crianças em situação de risco, como o local de encontro de adultos de referência positivos, como espaço lúdico, como espaço de aprendizagem de valores morais e éticos de uma sociedade que eles não tiveram hipóteses de experienciar no seio da família. Mas estas crianças e adolescentes são marginalizados pela escola e, na maioria dos casos, fazem nesse espaço as aprendizagem do percurso marginal.
Quando a escola não era obrigatória, muitas crianças aprendiam profissões com os pais, vizinhos, etc, e tornavam-se adultos com um saber que os integrava na sociedade. Hoje, a escola, ao hostilizar estas populações mais carenciadas, tritura-lhes a auto-estima e transforma-os em marginais.
Espero que entendas isto, não como eu estando a defender o fim da escolaridade obrigatória (não é o caso), nem como estando a defender o trabalho infantil (tb não é o caso) que hoje não se processa nos termos que falei em cima, mas como estratégia das empresas para conseguir maiores lucros.
São só pequenos pensamentos desorganizados que vieram por ler este teu post.
Abraço
GIN