Destruição :::...
Eu não queria começar este post com uma palavra tão forte. Destruição. Que palavra feia e depressiva. Mas o que é um facto é que a destruição pode gerar um novo começo, uma nova vida.
Bom, mas isto já é entrar em filosofias e eu hoje não estou muito inspirado para isso. Mas queria comentar uma característica do povo português.
O seu carácter curioso e destrutivo. Eu explico, calma:
Vou dar um exemplo práctico para entenderem o que quero dizer.
Há uma estação de metropolitano em Benfica que é conhecidíssima pelos seus utilizadores "especiais" frequentes. Ora, um belo dia decidiram instalar daquelas máquinas automáticas de aluguer de vídeos "BlockBuster".
Já aí, é preciso conter um grito de surpresa perante a ingenuidade e ignorância dos responsáveis por tal acto.
Só mesmo um energúmeno pensa em colocar uma máquina seja ela electrónica ou manual naquele local.
Depois, um locutor de rádio chamado Nuno Markl da rúbrica "O Homem que mordeu o cão" da Rádio Comercial, passou por lá e decidiu experimentar utiliza-la e ponderar até quando estaria a funcionar.
Conseguiu alugar um filme, ve-lo em casa e no outro dia de manhã devolve-lo. Mas por aí ficou, porque nesse mesmo dia em que devolveu o filme. À tarde, a máquina simplesmente ficou desfeita.
É típico. Não só daquela estação, mas também de tudo aquilo que é electrónico e que é deixado perto de um português com tempo nas mãos.
É do género: Ai que seca, estar aqui à espera da namorada.... pera aí, que máquina interessante com tantos botões. Tanta coisinha bonita e brilhante para eu mexer. Mas pera aí, e se eu em vez de carregar eu colocar esta espátula e arrancar os botões? Que curte!!! E se agora eu desparafusar o painel?
Por aí anda! É absolutamente incrível. Ver as mesas arranhadas do café e escritas. As cadeiras com as pernas bambas e desconjuntadas. Os multibancos com botões que sumiram. As paredes cheias de grafittis e com mensagens anárquicas e muitas sem nexo. Do género: "Abaixo os Grafittis"... Duh ......
Vá-se lá saber o que vai na cabeça desta malta.
Admiro-me como é possível ainda haver tanta coisa de pé em Portugal.