Memória :::....
Que faríamos nós sem ela?
Dei comigo a pensar sobre isso ontem e hoje, porque sucedeu algo que me chocou.
Ontem eu tinha treinos de Aikido e fui com um colega meu para lá (cada um no seu carro) suportando um trânsito esgotante que se encontra àquela hora de ponta.
Depois de suportar estóicamente tais provas, cheguei ao parque de estacionamento do ginásio.
Apressado devido ao meu natural atraso, cheguei à mala do carro e abri colocando a mão lá dentro para retirar o saco com o fato, o bokeme e o jo. Instrumentos essenciais à práctica.
Pois é............. onde estava tudo? Sim, porque lá dentro só faltava ouvir o crruuuuuu-crruuuuuu dos pombos ou o bzzzzzzzz das mosquinhas. Porque de sacos não havia a mínima visibilidade.
Sempre estive o dia todo convencido de que de manhã eu tinha colocado lá o saco. Afinal tinha ficado no sofá do meu quarto.
Quietinho.
Imaginam a minha cara de confusão e perplexidade quando deparei com tal perda de memória?
Ok, não é inédito, nem motivo para grandes alarmismos. Isto são coisas que acontecem, mas infelizmente comigo estão a ser demasiadas vezes e sucedaneamente.
A minha mãe que se riu a bandeiras despregadas quando se deu conta do sucedido, disse logo que estava a precisar de ampolas para o auxílio dos químicos mentais.
Pois, mãe, também concordo. E que tal um sledge-hammer na cabeça logo?
Resolvia logo o assunto.
Efervescências desse estado
Agora comecem a ponderar...... acordam um dia e saiem da cama, dirigem-se para a casa de banho e ao abrir a porta dão-se conta que estão na rua. Yep, era a porta da rua. Na verdade, se chegarmos ao extremo de pensar nisso, nem sequer nos lembramos que quando se tem aquela sensação na bexiga temos de ir a uma coisa dita casa de banho e simplesmente nos mijamos pelas pernas abaixo.
Sei que estas coisas normalmente dá-se de forma gradual. Mas dá um medo.................. é. Nestas coisas sou medricas.
Tenho a mania de ter o controle sobre mim. Ou seja, tudo aquilo que foge ao meu controle pessoal começo a entrar em pânico. Por exemplo, estar numa cadeira de dentista ou num médico que mexe assim em tudo e eu sem poder dar-lhe um soquete se eu não gostar. Pior.... um cirurgião a mexer lá dentro do meu corpo e eu sem poder puxar-lhe os genitais se ele mexer em algo que eu não goste.
Tenho que ter o controle.
Então, mas sem memória que controle terei eu?
Afinal, vou-me recordar sequer que aquele tipo do espelho sou eu?
Ou vou achar que ele está a desafiar-me e desato à porrada a mim mesmo?
Bom.... eu acho melhor parar de "snifar" o pó da secretária logo de manhã que depois dá nisso e fico sem recuperação.
Se é que existe recuperação para pessoas como eu.... :-(
Copia ai
Afixado por: Vânia Dias em setembro 24, 2003 12:15 AM