janeiro 06, 2004

Parar para pensar...

feet

Não costumo ter muitas oportunidades de o fazer, mas gosto de parar para pensar sobre as últimas ocorrências na minha vida. Talvez até entender se houve alguma causa para elas terem ocorrido e se eu as poderia controlar.
Ora, à primeira vista, não deixa de ser paranóia. O querer controlar tudo é uma utopia e mesmo doença.

Mas há certas coisas que está na nossa mão evitar ou provocar. Como um bom estado profissional. Pode e deve ser provocado. Não conseguimos uma melhoria profissional se não trabalharmos e a provocarmos com todas as nossas armas à disposição.

Já os amores... engraçado como eu digo amores e não o amor. Mas isso é influenciado pelo que vejo à minha volta. Raros são aqueles que conseguem se manter com um amor durante alguns anos. Conforme eu já aqui tinha mencionado, eu nunca amei verdadeiramente. Tive as minhas paixonetas obviamente, mas nunca consegui amar de facto.
Porquê? Devido a mim mesmo. Criei uma barreira invisível que deixava o meu coração longe de qualquer possível contágio. Isso me prevenia contra desgostos e corações partidos mas também não me deixava viver na plenitude e gozar dos prazeres das paixões assolapadas e do... amor.

Há algum tempo que fui me obrigando a baixar a guarda. Sinto-me mais "desprotegido" mas ao mesmo tempo mais forte.
Que sensação estranha e ao mesmo tempo motivante.

Vou despertando aos poucos para a vida sentimental, ao mesmo tempo que tento manter a vida profissional à tona. Mistura explosiva!!

Publicado por sadangel em janeiro 6, 2004 10:45 AM
Comentários

vc está amando???...uhu.....ui

Afixado por: Vampirella em janeiro 6, 2004 11:20 PM

Tem piada, somos parecidos; eu estou a passar pela mesma situação que tu... Sabe bem. Não sabe?! =))))

Afixado por: aShBuRn em janeiro 6, 2004 10:22 PM

Rui,acabo de encontrar o seu comentário. Eu tenho que dar um jeito nos meus comentários! hehehe

Afixado por: Marcinho em janeiro 6, 2004 04:44 PM

Permitir-se é essencial...descobre-se sentimentos inimagináveis, por isso, continue permitindo-se sentir, apenas sentir, vivendo intensamente cada momento que te é ofertado por essa avalanche de sensações.Olhe só, tu já estás até dizendo...amor E para te dar uma "força", um pequeno poema de Drummond:

Além da Terra, além do Céu,
no trampolim do sem-fim das estrelas,
no rastro dos astros,
na magnólia das nebulosas.
Além, muito além do sistema solar,
até onde alcançam o pensamento e o coração,
vamos!
vamos conjugar
o verbo fundamental essencial,
o verbo transcendente, acima das gramáticas
e do medo e da moeda e da política,
o verbo sempreamar,
o verbo pluriamar,
razão de ser e de viver.
Beijos

Afixado por: Adriana em janeiro 6, 2004 02:17 PM

Rui, seus textos não se parecem contigo. Mas tudo bem. Quanto à se entregar a uma relação amorosa, desconfio que você tenha a contrelação de virgem bem posicionada no seu mapa natal. Os virginianos não se entregam ao outro com tanta facilidade, digo por experiência própria. A vida é assim mesmo. A tempo, viajei na tuas fotos de virada de ano. Pareceu-me coisa de profissional. Ainda hei de conhecerLisboa. Aliás, toda a vezes que me lembram a tua cidade, corro para ver "O Céu de Lisboa" do Win Wenders. Apaixonante, não? Abraços.

Afixado por: Marcinho em janeiro 6, 2004 11:45 AM