
A Internet veio revolucionar todo o modo como se disponibiliza a música. Tanto programas como o Kazaa, Morpheus ou o mítico Napster, foram o despoletar, ultimamente, de uma onda de música e software partilhado, como nunca antes visto. Claro que logo vieram as grandes industrias editoras manifestar a sua preocupação e repudio quanto à forma como os direitos de autor estavam a ser obsoletos.
Já muito se tem falado sobre isso, mas queria ainda lançar mais uma hacha para a fogueira.
[Ouvindo: Broken - Seether feat. Amy Lee... 04:19]
Apesar de toda esta "partilha" de música entre os utilizadores de todo o mundo, de programas de Peer-To-Peer, os resultados líquidos das editoras tem aumentado exponencialmente. Isso é algo que as mesmas tendem a querer omitir. Mas é um facto. Não estão e nunca estiveram verdadeiramente em crise. E porque é que querem manter esta postura?
Para continuar a cobrar (ou deverei dizer expoliar) bastante bem pelos CD's vendidos.
CD's esses que em termos de produção custa um dízimo das receitas auferidas. E se pensarmos que os verdadeiros artistas (músicos, produtores, etc.) estão a receber bem pelo seu trabalho, bem se pode desmistificar esse sonho. Eles ganham bem, é um facto. Mas a percentagem de partilha é escandaloso.
Especialmente quando uma editora os "apanha" bastante cedo e sem muitas oportunidades e os "caça" com contractos quase vitalícios. Vejamos os casos mediáticos dos Metallica e de Prince, por exemplo. Mas os outros que não têm este mediatismo, pior ainda estão. Vivem desafogadamente, mas privados do que têm direito, devido a manobras da mafia industrial da música.
Agora, vemos exemplos como os Metallica (MetallicaVault)com um site de disponibilização de vídeos e gravações dos seus espectaculos ao vivo (para quem comprou o último CD). Ou David Bowie que oferece as suas músicas para os fans editarem e mixarem a seu gosto.
A maior parte dos meus conhecidos "sacam" música da net, mas não se inibem de comprar os originais quando lhes agrada, ou quando baixam de preço.
E esta é a questão fulcral.
A Baixa de Preço.
Se os CD's custassem bem menos, poder-se-ia comprar muita e boa música. Os lucros poderiam mesmo aumentar, dado que todos prefeririam obter os originais com ótima qualidade, do que os compactados da net. Além de que os originais trazem sempre algumas "goodies", além de todo um trabalho de edição fantástico e extras como vídeo ou dedicatórias especiais.
É sempre outra coisa ter o CD original. Mas a um preço justo.
Sistemas como iTunes parece-me fantástico. Isto porque finalmente vai liberalizar a música. Esperemos que chegue rapidamente à venda na Europa.
A questão que se prende agora é se os músicos terão liberdade e abertura para fazerem as suas matérias não tão comerciais de por vezes colocavam nos seus CD's. Se nós podemos escolher as músicas, cedo, as mais pretendidas serão as realmente pagas e as editoras vão fechar ainda mais o cerco aos músicos alternativos.
Cheguei amigo ! Pois é, as multinacionais da musica e a sua soberba. Qualquer dia, e logo que eu saiba como, ainda ponho à disposição na net um album meu, já que as editoras dizem que eu não sou comercial...
Afixado por: Valeria em maio 1, 2004 02:49 AMTal como eu: malandrote ....
Abraço, WB