Wake Me Up Inside
Esta letra da música dos Evanescence demonstra bem o que é apanágio da maior parte das pessoas deste mundo.
Estão a dormir enquanto acordadas.
"Wake me up inside... bring me to life!!......"
Ora nem mais. Quantas vezes nós apenas pairamos neste mundo sem sequer estarmos acordados para a vida?
O que me leva a outro simbolo de uma vida de plena ilusão: Matrix.
Para mim é um ícone de uma vida perdida. Será que a ilusão de uma vida bem sucedida é mais importante que uma vida plena de verdade?
Eu gosto de pensar que seja ela de sofrimento ou de alegrias que será verdadeira pelo menos.
Quero aceitar o que vem pela frente com plena abertura. O pior que me poderia acontecer depois de uma vida inteira é saber que vivi todos esses anos numa mentira. Pior: que não fui 100% sincero comigo próprio. Que eu próprio me enganei, me ludibriei porque era mais fácil assim.
Vamos acordar para a vida. Vamos ver com olhos de ver. Vamos ver para além da nossa visão. Vamos nos transcender!
Casamento !!
Emoções, tristeza, alegria, amizade, cansaço, aborrecimento, contentamento.
São várias das emoções que perpassam pelo nosso estado de espírito num dia tão mágico como um casamento.
Esta instituição é algo que ao longo dos anos tem vindo a perder toda a sua força como momento sagrado e de felicidade. Normalmente começamos no próprio dia a conjurar quanto tempo irá durar. Até se fazem apostas sobre a durabilidade da felicidade e da relação.
É cruel, mas é verdade.
Mas não é menos verdade de que há excepções. Este casamento parece estar fadado ao sucesso. Não por causa da cerimónia, digna de um filme. Nem pelas lágrimas de emoção dos noivos.
É algo que parece que exala dos mesmos. Amor, com certeza, mas algo mais. Companheirismo e um profundo respeito e admiração pelo outro.
Além disso, pelo que os conheço pessoalmente direi que foram feitos um para o outro.
Nestas coisas é costume dizer que para se ser feliz num casamento é necessário que o seja durante toda a vida.
Eu não concordo. Acho que antes de mais é preciso que aproveitem todos os momentos felizes que a vida lhes providencia.
Aceitar o mal como se aceita o bem.
Devo dizer que não acredito no casamento como tradição. Ou seja, que é um acto religioso que abençoa o casal para toda a eternidade.
Creio que é um acto que celebra a união entre duas pessoas que se amam. Um momento de o partilhar com todos os que lhe querem bem.
Não porque agora já se tem um papel passado que os torna propriedade um do outro. Nada disso.
É apenas mais um passo que se deve ou não dar conforme o seu bem estar.
Eu não me casei nem fui casado.
Apenas fui ao casamento de um dos meus melhores amigos e constatei que a alegria é possível de uma forma serena e emotiva.
Sem espalhafatos nem conservadorismos.
Apenas simples e cheia de signficado.
Um Pêlo no Corpo
Estou-me a sentir como um pêlo no corpo de alguém.
Estava a passear a vista pelos meus braços e constatei que poderia muito bem ser um pêlo no corpo de alguém.
Igual a todos os outros e mesmo assim capaz de se diferenciar por ser um pêlo mais rebelde, ou que infecta na carne.
Por vezes é necessário arranca-lo pela raíz, para deixar de magoar a carne. O mesmo se poderia aplicar à mãe terra!
Somos necessários por uma questão de tacto, higiene e mesmo de provedor de calor. Ninguém nos tira o mérito!
Mas as modas prevalecem e os pêlos são inestéticos segundo dizem. Vai daí, toca de depilar tudo.
Passamos a ser meros empecilhos. Agora já não somos necessários.
Qualquer dia o ser humano começa a se assemelhar às figuras de ficção dos E.T's. Seres cobertos apenas por uma camada de pele quase translúcida.
Há uma evolução, decerto. Mas certas evoluções podem modificar o destino de uma espécie inteira. Que será da espécie pilosa?
Hummmm... dá que pensar!!
Voltei !!
Não sei por quanto tempo. Não sei se será breve ou longa esta nova etapa.
O que sei é que de repente voltou a vontade de escrever aqui.
Mas também compreendo que o que vou escrever é muito diferente do que fazia anteriormente.
Talvez porque antes me faltava a inspiração.
Ou porque simplesmente sou eu que estou diferente.
Gostaria de pensar assim.
Que sou eu que estou diferente. Seja para bem ou para mal, mas diferente. Uma pessoa estagnada é uma pessoa morta.
Quero ser uma pessoa amiga e super simpática ou uma pessoa cruel, maquiavélica e odiosa, mas nunca fria e sem sensações. Sejam elas boas ou más.
Acho que essa alegria de viver é por demais evidente.
Estou a ser polémico, certamente! E logo na minha primeira escrita depois deste longo período de ausência, mas o que é um facto é que escrevo agora o que eu penso. Os meus dedos não se coíbem de digitar os meus pensamentos.
Não quer dizer que eu acredite piamente naquilo que estou a pensar ou a escrever. Trata-se apenas de anotar ideias soltas.
Vou gostar de as ler uns tempos mais à frente.
O bom filho à casa torna!! :-)