
Alturas existem na nossa vida, em que tudo parece desabar.
Nada dá certo e tudo parece mais cinzento... sem chama!
A irritação sobre tudo e sobre nada toma conta da nossa vida. E nos "vingamos" nos que nos são queridos ou próximos.
Numa atitude de cobardia perante a certeza de que contiinuaremos a te-los ao nosso lado.
Mas tudo muda... tudo muda!
Antídoto?
Noite limpa, escura, com uma suave brisa fresca. Lua brilhante e poderosa.
Relvado húmido e cheiroso.
Um sorriso de par a par...
Um emanar de energias positivas.
Um bom Dia para todos!!

Logo que se levanta, molha a cara, olhando as suas feições negras reflectidas no espelho embaciado.
Passa a mão pela sua superfície, deixando um rasto onde apenas os olhos o criticam com extraordinária crueza.
Sabe que está mal. Sabe que este não é o caminho, mas a selva lá fora obriga-o (será??) a prosseguir a sua senda pelo que todos clamam. O sucesso. A supremacia?
Valerá tudo?
Valerá passar por cima de tudo o que acha correcto para chegar lá?
Será que esmagar os seus princípios e valores será proveitoso?
Os métodos de cada um são distintos. Mas todos procuram um mesmo objectivo. Ser feliz!
O que torna cada um, num ser único e individual é o caminho que decide percorrer. O caminho pode ou não implodir tudo o que conseguiu alcançar.
Por isso, há que estar atento ao olhar que se reflecte no espelho. Ele é o nosso melhor juíz.
Um mundo inteiro...
Um mundo inteiro cego!
Um mundo inteiro sem ver para além do que a sua mente o permite.
Há que quebrar as barreiras impostas por nós mesmos.
Há que quebrar as persianas sobre os nossos olhos e ver...
Ver mais que o nosso alcance visual.
Ver mais que a capacidade orgânica.
Ver mais que a alma!
Descobrir o que no fundo está à vista de todos.
Mas que não querem ver...
Que a Felicidade está tomada. E que não a devolvo a mais ninguém.
É minha e não dou a mais ninguém!
Egoísmo Puro de quem conseguiu ver além dos outros...
É engraçado como são as coisas!
Ao longo de muito tempo que estes meus devaneios, ou simples hiatus dos meus blogs, surgem em períodos.
Não me dei ao trabalho de verificar se serão cíclicos, de forma regrada ou não.
Sinceramente, não considero importante.
Mas eu continuo por aqui. Apenas, demasiado atarefado para poder comunicar mais regularmente.
O Anjo eleva as suas asas na vastidão do céu negro e escuro da noite gélida.
Sai fumo espesso das suas narinas quentes, quando respira aquele ar que lhe esfria os pulmões.
Os seus olhos procuram na imensidão do planalto. Não uma pessoa, não um ser, não um objecto.
Apenas a própria vida. Essa vida tem um nome... Lua.
Se assim sendo, estas palavras serão carregadas com o sentimento devido através do tempo, das milhas que as separam... das barreiras naturais, quais Adamastores da Era Moderna.
Minha voz sussurra, mas tu consegues ouvir-me.
Meu pensamento flutua, mas tu consegues navegar por ele tal como as Tágides do Tejo.
A imaginação acorda-me durante a noite, mas tu consegues desenhar um sorriso nos meus lábios ressequidos.
As águas presentes na minha íris teimam em escorrer. Mas eu impeço o seu livre curso, recorrendo a força bruta proveniente do meu centro de energia interior.
Os músculos ficam tensos e os lábios crispam-se num esgar de raiva.
Este não sou eu, diriam os que, aos quatro ventos, manifestam me conhecer. Mas enganam-se! Este é o mesmo rapaz tímido e introvertido de sempre. Apenas com um objectivo bem delineado e firme.
Agora os meus dedos escrevem e tu consegues me compreender.
Para quem passa por estas bandas, deve ter reparado no aparente abandono deste espaço.
Falta de posts actualizados e pouca expressão do seu autor.
Eu admito! Eu confesso tal manobra de diversão.
De facto, eu abandonei, de forma inconsciente, refira-se, este espaço Zen.
Mas não foi por vontade própria, como referi acima. Foi apenas pela minha senda pelo meu crescimento económico.
Com isso, refira-se que apenas tenho perdido os meus momentos de descanso mais prolongado, que me permitiam passar aqui mais vezes.
Mas posso dizer que tem previsões de dar frutos em breve. ;)
Entretanto, aqui fica uma Frase para este dia:
Ver demasiada pornografia causa saturação erótica!
... e mais não digo!
Ainda bem que estão a preservar a naureza... Imaginem se não estivessem!

Se há coisa que ainda me choca é a ambivalência da comunicação social. Eu sei que estamos em pleno Euro2004, e que existe uma crise política com a demissão do Primeiro-Ministro do Governo.
Mas há certas coisas que são por demais importantes. Que não devem passar ao lado.
Esta discriminação feita às comunidades lusófonas é uma vergonha. Pior... é feita por funcionários governamentais que deveriam ser isentos e profissionais.
O exemplo desta senhora brasileira, que foi humilhada em Portugal, é disso um exemplo triste do que se passa todos os dias, consoante os fiscais do SEF se sentem com ou sem disposição para o trabalho que desempenham.
Espero que, pelo menos a informação difundida, os torne pelos menos mais cientes de que não são omnipotentes e que podem vir a prejudicar os outros portugueses que viajam para estes Países.
Notícia tirada do Jornal Digital.com:
"Presa durante 30 horas pelo SEF
Cidadã brasileira detida e humilhada em Lisboa
2004-07-01 15:36:41
São Paulo - Uma cidadã brasileira de 45 anos, Isolda Nunes, queixa-se de ter sido humilhada no último dia 31 de Maio quando ficou presa durante 30 horas pelos Serviços de Estrangeiros e Fronteiras (SEF), em Portugal. O assunto está esta quinta-feira em destaque na coluna do jornalista brasileiro Cláudio Humberto.
A brasileira, de São Salvador da Bahia, desembarcou no Aeroporto de Lisboa, de onde deveria fazer a conexão para Madrid. «Os 90 euros na carteira enfureceram a imigração portuguesa», escreve Cláudio Humberto na sua coluna, veiculada em 79 jornais de norte a sul do Brasil.
«Atirada» para um veículo policial, Isolda Nunes dividiu a cela com traficantes, passou fome e foi coagida a assinar papéis, adianta a mesma fonte. «Riscaram o seu passaporte e deportaram-na no dia seguinte. Os brutamontes mentiram ao Consulado brasileiro, enquanto a humilhavam: ‘seguiu viagem’», relata o repórter.
«O Governo brasileiro mantém atitude covarde e hesitante, diante das humilhações a brasileiros em Portugal. O Governo Itamar Franco, em 1993, reagiu com o princípio da reciprocidade e fez o Governo português recuar», prossegue o jornalista. «Além de subjugar dona Isolda Nunes, os agentes da imigração portuguesa xingaram o Presidente Lula de ‘bêbado’ e os brasileiros de ‘sub-raça’», acrescentou.
E. M.
(c) PNN - agencianoticias.com"
Resta também afirmar que este departamento está sob a alçada do Paulo Portas (ministro da Defesa). É este o governo que temos neste momento.


Imagens da RTP
E lá continuámos a nossa jornada. Gostei das expressões dos jornalistas. O nobre povo, nação valente, segue em frente!
Camões nas vozes de todos.
Derrotámos a Holanda, que não fez por merecer outra coisa. Foi uma vitória justa, mas não deixa de ter sido por demérito da Holanda.
Foi uma noite de emoções, mas valeu (e muito) a pena os trabalhos pelos quais passei.

Scolari demonstra que sabe gerir e motivar uma equipa desgovernada como ninguém. Tinhamos craques (talvez demasiados) mas tinha de haver mão forte neles.
Mas foi uma autêntica odisseia. Demorei cerca de 2 horas e uns minutos a chegar a tempo de ver o primeiro golo. O trânsito estava caótico e fiquei retido sem possibilidade de escapar. Para mais, com a gasolina a acabar rapidamente. Tinha combinado ir ver o jogo com uns amigos no Fan Park na Expo, mas foi-me completamente impossivel faze-lo. Estava tudo lotado. E o trânsito não se mexia. As pessoas paravam os carros nas bermas e iam a pé porque não dava mais. Para além do mais até o motor se queixava fazendo um roncar bem esquisito. Urgh!!
Assim, rumei a casa e em boa hora o fiz. Cheguei a tempo de ver o golo de Cristiano Ronaldo. E a partir daí, foi uma festa.
Agora só nos resta mais uma equipa para sermos os campeões europeus.
E... tudo indica que assim será!
Notícia da RTP, aqui.
"É a primeira vez que uma selecção nacional portuguesa de futebol está na final de um campeonato da Europa. O jogo com a Holanda, que Portugal venceu por 2-1, ficará por isso para sempre inscrita na história do futebol. Agora queremos mais…
Ao contrário do embate com a Inglaterra, o jogo de esta noite não foi de “ais!” mas de “muito mais”. A selecção nacional dominou e controlou o jogo frente a uma laranja difícil de espremer, mas que terminou feita numa bela laranjada...para Portugal, obviamente.
A equipa que Scolari colocou em campo, com Pauleta na frente em vez de Nuno Gomes – isto em comparação com o último encontro -, foi mais eficiente, mais calma, mais unida e mais concretizadora.
Um golo na primeira parte
O jogo começou equilibrado, com os dois lados a evitar cometer erros que pudessem comprometer a passagem à final. De qualquer forma, foi a selecção nacional que deu o primeiro sinal de vida, com Deco a cruzar perigoso para a área. Pauleta não chega de cabeça e Van der Sar atrapalha-se; a bola quase entrou.
Quatro minutos depois, cruzamento de Figo – que foi eleito o melhor jogador em campo -, e Cristiano Ronaldo falha o golo por muito pouco.
A Holanda reagiu e, tal como tinha prometido o seu treinador, tentava penetrar na defensiva lusa aproveitando a corrida de Overmars, que conseguiu, por vezes, bater Nuno Valente.
Por volta dos 15 minutos, o jogo ficou mais equilibrado, com Portugal a perder o meio-campo e com Nistelrooy a causar grandes dores de cabeça à defensiva lusa.
E depois…
E depois o golo. E esse apareceu aos 25 minutos de jogo a partir de um canto cobrado por Deco. Cristiano Ronaldo, solto na grande área, remata de forma exemplar para as redes adversárias.

A juventude do jogador do Manchester ficou demonstrada pela forma como comemorou o feito, despindo a camisola e levando por isso um cartão amarelo. Mas marcou.
A Holanda tentou reagir, com Overmars, Davids e Nistelrooy…mas sem sorte.
Do lado português, Pauleta esteve uma vez mais sem a fortuna do golo, falhando aos 34 minutos o segundo.
Figo, esta noite, esteve ao nível das grandes exibições a que já nos habitou nos últimos anos, batalhando pela bola, partindo para a finta e, aos 40 minutos, faz uma jogada brilhante do lado esquerdo do ataque português que, após remate, acaba no poste direito de Van der Sar.
Maniche fez o melhor golo do Euro2004
Este tipo de apreciações são, obviamente, subjectivas, mas o remate de Maniche terá sido o mais bonito do europeu até ao momento. O jogador recebe a bola de canto marcado por Deco e remata com efeito para o golo. A bola cruza toda a área da Holanda, passa pelo guarda-redes e entra sem qualquer hipótese de defesa para Van der Sar no canto superior direito da baliza. Estava feito o segundo.

A perder por duas bolas, a Holanda pressionava e conseguiu mesmo reduzir a desvantagem aos 62 minutos. Jorge Andrade tenta desviar um cruzamento e faz um auto-golo com um chapéu a Ricardo.
A selecção nacional tremeu nessa altura, perdeu alguma força em campo, mas nunca o controlo do encontro.
A Holanda passou a atacar com três avançados – Nistelrooy, Makaay e van Hoijdonk -, e Scolari respondeu chamando para dentro de campo Fernando Couto.
A partir dos 80 minutos, Portugal começou a olhar para o relógio, à espera do final, e a Holanda continuava com a forte pressão. Mesmo assim, foi a selecção nacional que esteve mais próxima de matar o jogo. Primeiro através de Maniche, que chuta contra o adversário, e aos 93 minutos Deco, que numa jogada de contra-ataque não consegue bater o gigante Van der Sar.
O jogo terminou. Portugal ganhou à Holanda e está na final do Euro2004. República Checa ou Grécia, uma destas selecções vai estar no Estádio da Luz com a selecção nacional.
Equipas:
Portugal: Ricardo, Miguel, Ricardo Carvalho, Jorge Andrade, Nuno Valente, Costinha, Maniche (Fernando Couto, 87), Deco, Figo, Cristiano Ronaldo (Petit, 68) e Pauleta (Nuno Gomes, 75).
(Suplentes: Quim, Moreira, Paulo Ferreira, Fernando Couto, Beto, Rui Jorge, Petit, Tiago, Rui Costa, Simão, Hélder Postiga e Nuno Gomes).
Holanda: Edwin van der Sar, Michael Reiziger, Jaap Stam, Wilfred Bouma (Rafael Van der Vaart, 56), Giovanni van Bronchorst, Phillip Cocu, Clarence Seedorf, Edgar Davids, Marc Overmars (Roy Makaay, 46), Arjen Robben (Pierre van Hooijdonk, 81) e Ruud van Nistelrooy.
(Suplentes: Ronald Waterreus, Sander Westerveld, Johnny Heitinga, Paul Bosvelt, Wesley Sneijder, Rafael van der Vaart, Andy van der Meyde, Boudewijn Zenden, Roy Makaay, Patrick Kluivert e Pierre van Hooijdonk).
Árbitro: Anders Frisk (Suécia)
Acção disciplinar: Cartão amarelo para Cristiano Ronaldo (27), Marc Overmars (39), Nuno Valente (44), Robben (71) e Figo (90)."
Notícia RTP.
Assistência: 46.679 espectadores