
Já não é a primeira vez que sinto isso.
Um Ente que está agregado de forma subtil, mas indissociavel a mim.
É como se fosse uma entidade que está lá muito escondida, sem se dar a conhecer, mas muito atenta às nossas acções e pensamentos.
E em determinadas alturas faz uso das suas capacidades de manifestação: Instinto, Sonho, Medos e Injecções de Adrenalina.
Ora, desta vez ele usou o Sonho, como seu método de penitência sobre um erro que cometi.
Fez-me passar um mau bocado nesse sonho, mas percebi a mensagem transmitida. Compreendi como fui uma besta.
Hoje eu acordo com uma dor de cabeça fenomenal, mas com um peso livre dos ombros, porque entendo e porque aceito.
A vida continua, na sua imensa sabedoria, a moldar a minha pessoa em algo mais. Em algo mais próximo da felicidade, espero!
Hoje é o meu último dia em Lisboa. Estou de partida e só voltarei no dia 30. Até lá continuarei a postar (raramente), pois estarei de férias.
[Ouvindo: o meu ente... (toda a vida)]

Alturas existem na nossa vida, em que tudo parece desabar.
Nada dá certo e tudo parece mais cinzento... sem chama!
A irritação sobre tudo e sobre nada toma conta da nossa vida. E nos "vingamos" nos que nos são queridos ou próximos.
Numa atitude de cobardia perante a certeza de que contiinuaremos a te-los ao nosso lado.
Mas tudo muda... tudo muda!
Antídoto?
Noite limpa, escura, com uma suave brisa fresca. Lua brilhante e poderosa.
Relvado húmido e cheiroso.
Um sorriso de par a par...
Um emanar de energias positivas.
Um bom Dia para todos!!

Logo que se levanta, molha a cara, olhando as suas feições negras reflectidas no espelho embaciado.
Passa a mão pela sua superfície, deixando um rasto onde apenas os olhos o criticam com extraordinária crueza.
Sabe que está mal. Sabe que este não é o caminho, mas a selva lá fora obriga-o (será??) a prosseguir a sua senda pelo que todos clamam. O sucesso. A supremacia?
Valerá tudo?
Valerá passar por cima de tudo o que acha correcto para chegar lá?
Será que esmagar os seus princípios e valores será proveitoso?
Os métodos de cada um são distintos. Mas todos procuram um mesmo objectivo. Ser feliz!
O que torna cada um, num ser único e individual é o caminho que decide percorrer. O caminho pode ou não implodir tudo o que conseguiu alcançar.
Por isso, há que estar atento ao olhar que se reflecte no espelho. Ele é o nosso melhor juíz.
Um mundo inteiro...
Um mundo inteiro cego!
Um mundo inteiro sem ver para além do que a sua mente o permite.
Há que quebrar as barreiras impostas por nós mesmos.
Há que quebrar as persianas sobre os nossos olhos e ver...
Ver mais que o nosso alcance visual.
Ver mais que a capacidade orgânica.
Ver mais que a alma!
Descobrir o que no fundo está à vista de todos.
Mas que não querem ver...
Que a Felicidade está tomada. E que não a devolvo a mais ninguém.
É minha e não dou a mais ninguém!
Egoísmo Puro de quem conseguiu ver além dos outros...
É engraçado como são as coisas!
Ao longo de muito tempo que estes meus devaneios, ou simples hiatus dos meus blogs, surgem em períodos.
Não me dei ao trabalho de verificar se serão cíclicos, de forma regrada ou não.
Sinceramente, não considero importante.
Mas eu continuo por aqui. Apenas, demasiado atarefado para poder comunicar mais regularmente.
O Anjo eleva as suas asas na vastidão do céu negro e escuro da noite gélida.
Sai fumo espesso das suas narinas quentes, quando respira aquele ar que lhe esfria os pulmões.
Os seus olhos procuram na imensidão do planalto. Não uma pessoa, não um ser, não um objecto.
Apenas a própria vida. Essa vida tem um nome... Lua.
Se assim sendo, estas palavras serão carregadas com o sentimento devido através do tempo, das milhas que as separam... das barreiras naturais, quais Adamastores da Era Moderna.
Minha voz sussurra, mas tu consegues ouvir-me.
Meu pensamento flutua, mas tu consegues navegar por ele tal como as Tágides do Tejo.
A imaginação acorda-me durante a noite, mas tu consegues desenhar um sorriso nos meus lábios ressequidos.
As águas presentes na minha íris teimam em escorrer. Mas eu impeço o seu livre curso, recorrendo a força bruta proveniente do meu centro de energia interior.
Os músculos ficam tensos e os lábios crispam-se num esgar de raiva.
Este não sou eu, diriam os que, aos quatro ventos, manifestam me conhecer. Mas enganam-se! Este é o mesmo rapaz tímido e introvertido de sempre. Apenas com um objectivo bem delineado e firme.
Agora os meus dedos escrevem e tu consegues me compreender.
Para quem passa por estas bandas, deve ter reparado no aparente abandono deste espaço.
Falta de posts actualizados e pouca expressão do seu autor.
Eu admito! Eu confesso tal manobra de diversão.
De facto, eu abandonei, de forma inconsciente, refira-se, este espaço Zen.
Mas não foi por vontade própria, como referi acima. Foi apenas pela minha senda pelo meu crescimento económico.
Com isso, refira-se que apenas tenho perdido os meus momentos de descanso mais prolongado, que me permitiam passar aqui mais vezes.
Mas posso dizer que tem previsões de dar frutos em breve. ;)
Entretanto, aqui fica uma Frase para este dia:
Ver demasiada pornografia causa saturação erótica!
... e mais não digo!
Penso que já escrevi aqui anteriormente sobre as "marcas da vida". Estou a falar de marcas que a vida nos deixa no corpo e na alma.
Por exemplo, cabelos brancos, cicatrizes e até mesmo feridas profundas no coração desprotegido.
Eu aprecio essas marcas. Para mim são como aqueles anéis nos troncos das árvores. É como um livro entreaberto para quem quiser ir descobrindo mais sobre essa pessoa.
Uma espécie de cartão de visita. Onde vem marcado algo bem mais forte e claro que apenas o endereço e número de telefone.
Eu tenho várias cicatrizes. Na sobrancelha, nas mãos e um pouco por todo o lado. Cada uma delas lembra-me um episódio da minha vida. E o saldo é positivo. Apesar das marcas, lembro com carinho e um sorriso todos essas situações marcantes.
Tatuagem também não deixa de ser uma marca da vida. É porque quisemos a determinada altura deixar um sinal de algo que nos foi importante em determinado momento.
Também as tenho.
Eu sou um albúm ambulante e não sou o único. Felizmente! Quem quiser dar uma olhada para o meu interior basta estar atento ao meu exterior.
Sou um livro aberto. Basta saber ler as linhas que tenho marcadas pelas rugas no meu rosto, as cicatrizes na minha pele e o meu olhar reflectindo a minha alma sincera.
Tem uma pessoa que já aprendeu esta linguagem. Que me leu de ponta a ponta. E que sabe que no final não leu nada ainda. Que ainda tem muitas mais linhas para descobrir. Infindáveis. Mas ao seu dispor sempre que queira dedicar-se a esse prazer.
Não é a primeira vez que aqui descrevo esta montanha-russa de sentimentos extravasados.
Mas hoje deu-me para voltar a redigir algo sobre isso.
Sabem quando dá aquela coceira no corpo porque se sente a falta de algo? Um aperto no estômago porque se tem muita vontade de que algo aconteça e a impaciência aperta?
Isso não é Impulse. É aquela vontade de estar em contacto com a pessoa amada.
Quando nesse dia ainda não se falou com ela.
Os dedos tremem e o olhar corre uma prova de 100 metros sem ver.
Vêem tudo e nada.
No fim a vista recai sobre o celular. E constatamos a razão de todo este formigueiro. De toda esta consternação. Queremos ver no visor aquele nome tão pronunciado.
À primeira vista e para quem lê estas palavras, pensará que se tratará de um vírus.
No fundo, até é. Mas é um vírus muito bom. Daqueles que compensa todos os anseios e nervosismos inerentes.
Quando levamos a injecção da "droga" do dia, ficamos logo num estado de ebulição pura. Até à próxima "dose".
E deste vício não queremos sair jamais.
[Ouvindo: Classified - Bond... 09:56]
Já vos aconteceu com certeza, presenciarem a uma pessoa que afinal não era a pessoa que parecia ao principio.
Há os peritos nessa matéria, como os burlões. Mas eu acho mais interessante a outra espécie. Os que o fazem por instinto.
Ou seja, todos!
No fundo, nós não somos verdadeiros para com o próximo. Tentamos sempre iludir e parecer mais forte, mais seguro de si mesmo. Uma pessoa independente que não precisa de ninguém.
Uma pessoa auto-suficiente.
Ou então, parecer uma pessoa frágil, que deseja ser acarinhada e protegida.
De qualquer das formas uma outra pessoa, que protege a sua própria essência. Enclausurada dentro de uma casca grossa e rústica que é a personagem que cria consoante a ocasião.
Os psicólogos ou psicanalistas são os "pedreiros" que com escopro e martelo vão desbastando essa capa criada. Até atingir a matéria mole. E aí destilam um último golpe. Que nos deixa em modo de infecção e nos leva a deixar toda a armadura envolvente. Caímos no chão frio e nos revelamos ao mundo. Frágeis e lutadores, no entanto.
Faz uma reflexão séria e fria sobre ti. E tenta ser verdadeiro contigo próprio(a). Tu não fizeste isto em alguma altura da tua vida? Quem sabe, até mesmo agora?
Isto não é uma crítica. Apenas uma observação. Creio que sempre precisaremos de ter essa armadura psíquica. A questão é não deixar que ela nos consuma e tome o nosso lugar.
[Ouvindo: Something Wicked This Way Come - Iommi... 03:50]
De facto, hoje encontro-me triste.
Após semanas de efusividade e muita, muita felicidade, estou num estado lastimoso de ansiedade, tristeza e muitas saudades.
A minha não comparência neste blog foi uma forte evidência da minha total entrega a um tempo maravilhoso de muito Amor.
Agora haverá um novo espaço de tempo. Este, de igual ansiedade, mas de menor espera.
Virei aqui de novo expressar meus comentários, minhas considerações e meus pensamentos, íntimos ou não. Afinal, há muito que o faço e nunca me arrependi, muito pelo contrário.
É como se fosse um log de pensamentos e consciências que tenho vindo a obter ao longo do tempo.
Uma forma de auto-julgamento ou apreensão de uma pseudo-evolução.
De qualquer das formas... o SadAngel está de volta!
[Ouvindo: Angels or Devils - Dishwalla... 04:35 - Dedicada à pessoa mais especial da minha vida!]
Esta é uma reflexão mais exaustiva do que aquilo que possam pensar.
De há cerca de uns 6 a 7 meses para cá, tenho vindo a mudar a minha maneira de pensar ou trabalhar, por assim dizer.
Acima de tudo, acho que se pode dizer, que tenho vindo a efectuar uma auto-aprendizagem do conceito de "inteligência emocional".
E como é o meu método? Isso é o mais bizarro. Não é de uma forma consciente ou práctica como dizer, a partir de hoje vou fazer assim ou assado.
Não.
Tem sido de uma forma gradual e talvez induzida a partir do poder da sugestão. Do que o meu raciocínio tende a procurar por si só. Como se de uma evolução se tratasse.
Nada calendarizada. Apenas no seu percurso natural.
E os resultados começam a aparecer.
Quando o tempo é de crise e o desespero toma conta das mentes da maior parte dos cidadãos mundiais, eu mantenho uma calma, por vezes enervante para os outros.
Como se estivesse a ver tudo do exterior. Fora do que me rodeia. Como se não me atingisse.
E lutando e trabalhando com consciência e perseverança.
Armas que se revelam efectivas.
E mais não digo. Deixo à vossa imaginação e raciocínio! ;-)
[Ouvindo: Medicate - Flaw... 03:31]
Eu não sei quem inventou essa expressão, mas acho que todo o mundo percebe o seu significado.
Isso tem sucedido comigo. E muito. Tenho meses em que não há assim tanto trabalho. Isso reflecte-se nos meus posts, talvez.
Mas depois quando nós queremos mais um tempinho livre, devido a compromissos pessoais, é quando surge tudo e mais alguma coisa para fazer.
Quando saio do escritório é que o telefone toca desesperadamente.
Este fim de semana que se aproxima é muito importante para mim, mas quem disse que o trabalho me deixa descansado?
E aqui fico numa encruzilhada de sentimentos. O facto de ter trabalho é de louvar aos céus dada a crise que se vive hoje em dia, mas a minha vida pessoal também precisa do seu espaço.
O que eu sei, é que com discernimento e força de vontade, tudo se faz.
Há que se ser positivo. Tenho me dado bem com essa postura. Já aqui o manifestei.
[Ouvindo: Korn_YAllWantASingle_MBR - ... 03:27]
Apesar de todos os problemas da crise e das má gestões políticas, Portugal continua a ser um viveiro de criatividade e recursos de última hora. O chamado "desenrascanço".
Não é à toa que estudos internacionais referem que dadas as nossas estruturas e governações, nós deveriamos estar cotados como País sub-desenvolvido.
Ora, isso não ocorre. E porquê?
Porque podem nos atirar todos as crises e pesares do mundo. Nós encontramos uma maneira de jogar a nosso favor.
Também é essa cota de "desenrasque" que nos limita.
Quando estamos em maré ascendente, sempre há um grupo de engraçadinhos que lhes interessa desviar fundos para o seu próprio pecúlio.
Mas apesar da crise que estamos a viver, sempre surgem novas ideias para motivar e ganhar mais uns "trocos".
E agora aproxima-se o Verão e com ele os festivais SuperBock SuperRock, Rock In Rio Lisboa e Euro2004. Durante esse tempo, as nossas faltas e problemas estarão camuflados. Após esses eventos, sempre quero ver quem lucrou mais com isso.
De qualquer forma, sairemos ilesos. Pelo menos, a história assim o dita.
Vamos todos saltar... e quem não salta, é coxo!
[Ouvindo: Chemical Brothers & Moby Vs. Fatboy Slim & Prodigy - Herran - ... 17:12]
Acho de péssimo gosto, a forma como nós sempre temos que fazer uma segregação. Como se tivessemos que viver sempre abaixo ou acima de outros. Porque não todos iguais? Esse é o principio da democracia, mas não levado a sério. Aliás, nunca foi.
É sintomático ver como sempre se faz uma divisão entre a multidão desconhecida. Somos uma sociedade que vive de obter notoriedade e fama. Muitos chegam a prezar mais esse destaque efémero do que a cumprir com os objectivos mais nobres da vida.
Até num jogo de futebol há a bancada VIP e há o resto do povinho.
Numa discoteca ou bar, os VIP's são pagos para passarem os seus reais cús pelas cadeiras do estabelecimento, enquanto outros pagam umas fortunas apenas para poderem entrar.
Num evento como os Laureus Awards, apenas a fina "nata" foi convidada. Os outros remetidos para poderem presenciar através de uma tonelada de anúncios.
Eu espero nunca vir a ser um VIP. Nem a ser conhecido ou famoso. Quero apenas que os meus amigos, familiares e as pessoas que amo, saibam quem eu sou e que amem de volta. Esse é todo o reconhecimento que pretendo.
Esse é o pensamento positivo que deixo aqui por hoje.
Quando somos barrados na porta de algum lugar, apenas porque não somos conhecidos ou famosos, lembrem-se que as portas dos corações dos que amam estão bem abertos para ti. Aí, temos todo o reconhecimento e idolatração necessária. Muitos dos VIP's não o têm, sendo por isso bem mais pobres.
[Ouvindo: no quarter - Tool... 11:11]
Decorreu um jogo de futebol? Ou seria um jogo de rugby?
É aquilo um desporto?
Estamos prestes a começar o Euro2004 e não vejo onde está a diferença no comportamento de todos os envolvidos. Tanto jogadores, adeptos ou polícia de segurança continuam a ser umas verdadeiras bestas dentro e fora do campo.
Não me agradou minimamente. Aliás como não me agrada o futebol praticado em Portugal. É sempre a mesma coisa. Mal se toca na bola. A língua trabalha mais que os pés. E as mãos e cotovelos costumam estar sempre em corpos estranhos. Dito isto, mais parece uma orgia.
As pessoas pagam o bilhete, mas penso que não é mais para ver um jogo ou um desporto. É para gritarem uns aos outros, insultarem-se e se possivel entrar num "Fighting Club" apoiados por uma mole humana de cobardes caso se vissem sozinhos.
Os próprios jogadores e polícias estão neste naipe. Parece uma doença crónica dos seres humanos. Sózinhos são uns santinhos, mas em grupo são piores que as piores bestas da pré-história.
Não me admira que em quase todos os filmes de ficção científica, descreve-se que os Aliens nos considerem um vírus que necessita de ser extraído do planeta.
Também eu gostava de fazer essa extração milagrosa. Mas não vou tomar esse caminho de negativo.
Quero apenas manifestar que não é digno de um ser humano, ofenderem-se e denegrirem-se uns aos outros. Dizer que os apoiantes do clube rival são uma merda é de pessoas com muitos problemas pessoais para resolver. Cachecóis escritos com palavras de ódio para com a equipa contrária é perder toda a razão se alguma vez a teve.
Há tanta coisa mais importante que merece a nossa atenção e emoção. Odiar outras pessoas desconhecidas apenas porque gostam de um ou outro clube é de insanidade ou de símios pré-históricos.
Há que encontrar o seu centro e mudar a partir desse núcleo.
É por isso que cada vez mais evito de ir a um jogo seja do que for. Se quero partir para a agressão, vou para um ringue de boxe. Com um oponente que se possa defender e mesmo atacar.
[Ouvindo: The Outsider - A Perfect Circle... 04:07]
Nestes últimos meses tenho vindo a efectuar uma revolução interior. Não consciente, obviamente. Caso o fosse, as mudanças talvez não fossem tão visíveis.
Acho que é aí que reside a diferença. Quando é a nossa decisão consciente a se decidir por uma iniciativa, tem imensa força, mas nada como o cataclismo que sofri entretanto.
Logo, fui invadido pelo "Dream Power".
O que é esse Dream Power e o que o torna tão poderoso?
Acima de tudo porque é uma propagação da nossa mentalidade ao nível do subconsciente.
É o meu subsconsciente que em conjunto com a minha consciência de raciocínio me leva a mundos nunca antes "navegados".
E como se denotam essas mudanças para que subitamente sejam destacadas?
Pelos pequenos pormenores. Mas esses pormenores fazem toda a diferença. Primeiro, pela minha auto-confiança a picar níveis inimagináveis mas realizáveis. Segundo, pela capacidade de "rebound" face às dificuldades e obstáculos. Tenho ultrapassado sem dificuldade assuntos e problemas que me teriam petrificado anteriormente. E por último, a sensação que provoco nas pessoas. Uma espécie de íman ou magneto nos que procuram a luz.
Calma, não sou eu o novo Jesus Cristo. O mundo estará salvo disso. Sou sim, uma pessoa que vê para além do que é mostrado aqui e agora. Nada de transcendental. É o mesmo factor que os empreendedores possuem.
Esta reflexão vem na onda do anterior post. As pessoas tendem a fomentar obstáculos e pensamentos negativos como forma de se auto-sabotarem. Porquê? Não sou sociólogo ou psicanalista, mas penso que essencialmente o receio de mudanças bruscas façam as pessoas penderem para o que lhes é conhecido. Como o célebre Livro "Quem comeu o meu queijo?".
Há que arriscar, descobrir novos caminhos antes que este seja completamente consumido e nos deparemos com a devastidão.
Mudei e espero continuar a mudar. Que nunca pare de mudar. Estagnação Nunca Mais!
Raramente visto o mesmo tipo de roupa todos os dias. Hoje estou de fato e gravata, amanhã de t-shirt laranja com letras a verde florescente e jeans desbotados. No outro dia... serei palhaço. A seguir astronauta.
O que interessa é fazer o que a nossa mente, vontade e instinto nos orientam.
E para quem receia que isso aconteça... Não, eu não sou o pastor de uma nova seita.
[Ouvindo: StarSeed - Our Lady Peace... 04:18]
No outro dia, presenciava a uma notícia muito interessante sobre o chip que se inoculava no corpo das pessoas que se prestavam a tal.
Trata-se de um chip que identifica o indivíduo. Uma espécie de Bilhete de Identidade+Dados Bancários+Cartão Cliente+Ficha de Saúde. A soma disto tudo, para mim é a Perda Total da Privacidade Individual. Mas não estamos já?
As partes interessadas, quer de um lado, como de outro, manifestam as suas razões. E dou razão a ambas.
Ter um chip daqueles pode mesmo salvar vidas, no caso de um acidente e ter uma alergia a um medicamento qualquer. Ou ter uma doença grave e ser mal diagnosticado. Ele carrega toda a sua ficha médica num pequeno cilindro metálico no seu braço ou flanco. Também pode servir para um melhor comodismo. Escusamos de andar com carteiras, cartões de crédito ou multibanco. Basta passar o detector pelo chip e pronto. Está feito.
Mas também há a outra versão. A versão mais negra e pessimista. A que teme que os organismos que controlam tais chips não possam impedir que sejam guardadas ou difundidas informações do indivíduo para empresas terceiras, para efeitos de marketing, de pesquisas, de serviços de espionagem ou judicial. Afinal, onde está o botão de "on & off"?
Se formos a ponderar os prós e os contras, sabemos que hoje em dia, já não existe privacidade. Através do telemóveis/celulares que usamos diariamente, podem nos rastrear. Assim como pelos cartões de crédito ou de cada vez que atestamos o depósito de combustivel. Hoje em dia, poucos há que se possam gabar de estarem livres de rastreamento.
Mas será que este dispositivo mais avançado poderá nos "descobrir" ainda mais do que aquilo que já estamos?
Obviamente.
A questão é: Estaremos dispostos a isso?
A meu ver, tudo vai depender da estratégia de comunicação e do marketing. Por exemplo, estão a usar os atentados e o terrorismo como arma de ataque no mercado. Mas o problema é que quem adoptar este sistema não serão os terroristas, mas aqueles que à partida não oferecem perigo. Logo, é obsoleto.
A minha conclusão em relação ao mesmo é: Enquanto eu poder, evitarei usar algo tão absurdo como um "bip,bip" enfiado na minha carne e que diz a todo o mundo onde estou e quem sou.
Afinal, eu quero me iludir pensando que isso já não acontece!
[Ouvindo: Borders and Shading - In Flames... 04:23]
Acho que faz parte da natureza de ser do português, o facto de ser mais negativo e tristonho.
Lá diz o nosso Fado.
Ou então, é a nossa maneira de desculpar esta faceta negativa.
O que me parece certo e conclusivo é esta constante queixa do principio do dia até à hora de deitar. Basta entrevistar alguém na rua e a primeira frase que lhe sai da boca é uma queixa da vida.
Mas será que não há nada que mereça ser inaltecido? Ou será que não "é bem", ou "on", ou lá o que está na moda fazer?
Fica mal dizer bem de algo? Seremos multados pela opinião pública?
Como aquela anedota da família de ciganos que espanca o seu filho mais novo porque gemeu de modo diferente do resto do grupo.
Pois eu vou ser diferente. Todos os dias, vou publicar algo de bom que tenha acontecido! E a melhor novidade é que nem é assim tão dificil.
Basta estar receptivo às forças positivas e estabelecer um filtro em relação às negativas.
Então, vamos lá:
Hoje, eu denoto que há uma franca recuperação do mercado. Vê-se uma luz ao fundo do túnel.
Os combustiveis mais caros representa apenas uma tendência natural dado o franco desenvolvimento do Gigante Adormecido que é a China. E não será mau de todo pensarmos imediatamente em energias alternativas.
O Hidrogéneo parece-me a fonte de energia mais segura, limpa e potente. Logo, poderão haver mais viaturas movidas a hidrogéneo. Já se imaginou? Num carro que apenas emite vapor de água.
De sonho que se torna realidade.
Há razões para sorrir. Há que retirar elações e ensinamentos dos maus resultados.
[Ouvindo: Deny - Default... 03:55]

Já muito se tem falado do serviço GMail do Google. É com certeza, uma situação bem delicada.
Eu trabalho numa empresa que providencia serviços de email profissionais, entre outras coisas e constato que um serviço destes é uma machadada bem forte no mercado. Se será no bom ou mau sentido, apenas as acções que forem tomadas o podem definir.
Porquê esta euforia em relação a este tipo de serviço? Porque numa altura em que a tendência é de cortar em infraestrutura e manutenção dos serviços online gratuitos, surge um "gigante" do universo online com um serviço mega-poderoso e completamente... gratuito!
E como é isto possivel? Afinal, se eles o fazem, porque as outras empresas cobram mensalidades absurdas por isso? É muito simples. Tanto um serviço gratuito, como um serviço de pagamento, têm de lucrar com isso ou quando muito, pagar as despesas.
Numa empresa de pagamento de serviço profissional como a minha, cobra-se uma mensalidade para prestar um serviço com fiabilidade e apoio técnico constantes.
Já num serviço gratuito, terão de obter as suas receitas através da publicidade ou marketing nos serviços disponibilizados.
Ambas as situações são perfeitamente viáveis e comuns, mas muitas vezes, os utilizadores e vulgos "consumidores" da Internet não concebem tal situação porque estão mal habituados com a tónica de all-free.
[Ouvindo: We Will Rock You (Fatboy Slim Remix) - Queen... 04:52]
Isso não existe. De algum modo terá de se pagar por um serviço do qual está a disfrutar. É a lei do mercado aberto.
Um serviço como o do GMail vem lançar mais uma pedra no charco. Eu vejo-o com bons olhos, como vejo sempre qualquer produto irreverente e que traz algo inovador ao mercado. Fomenta uma melhor oferta de serviços e produtos.
Mas qual a diferença entre serviço gratuito, dos outros já existentes como o Hotmail e o Yahoo? Bom, ele está a anos luz dos concorrentes. Tem 1GB de espaço (é muita coisa mesmo) e um serviço bem eficaz de busca de mensagens nas suas pastas. Só assim faz sentido ter 1GB de mensagens online.
Mas nem tudo é um mar de estrelas. E qual é o busílis da questão?
Bom, o modo pelo qual o Google vai sustentar este serviço é à base de publicidade obviamente. Mas uma publicidade "gentil". Ou seja, sem banners nem botões animados e entediantes. Apenas texto como o normal do Google.
Parece muito bom, mesmo assim? E se eu disser que o modo como vão surgir esses anúncios, serão visualizados segundo as mensagens que recebes? Ou seja, o sistema Google vai vasculhar todas as tuas mensagens e enviar-te os anúncios mais dirigidos. Privacidade e Sigilo é coisa que não existirá nas contas gratuitas.
Mas esta é uma falsa questão. Nem nos outros serviços, as caixas de correio electrónicas são assim tão seguras. Na verdade, os intervenientes e provedores do serviço têm acesso a essa informação. Apenas estão restringidos segundo contractos de confidencialidade. Mas não inviabiliza um certo espianço.
Em resumo, eu até considero este novo serviço um ótimo produto. Irei ter com certeza uma conta lá, mas não será a minha conta profissional ou onde eu receba as minhas mensagens mais privadas. Há lugar para todos e este GMail será um activo muito interessante.

Engraçado como mudanças na forma de estar não são perceptíveis a não ser que passemos por situações que à partida levaria a outras consequências.
Sei que está confuso. Mas dou um exemplo:
Hoje de manhã cedo, vinha eu a sair para o emprego a conduzir o meu carro, rua abaixo, quando denoto uma sobreviração do volante.
O que era? Um furo no meu pneu direito.
Ora, algo assim poderia me atingir, ou deixar de mau humor o dia todo. Mas nem na altura, nem agora, isso me conseguiu atingir. Foi algo completamente ausente para mim.
Arranjei o pneu numa oficina de reparação ali perto e segui para o emprego como se nada se tivesse passado.
Por vezes damos por nós batendo no peito e dizendo que mudamos a nossa forma de ser e de estar. Mas acho que até que algo que normalmente nos seja complicado nos suceda, não poderemos, de facto, afirmar isso.
É certo que temos uma certa percepção dessas mudanças no nosso âmago! Mas é nestas alturas que elas mais se afirmam.
Gostei de me ver a mim próprio.

Sim, sou um adorador destas máquinas ruidosas, embora um pouco mais "amigas" do ambiente do que há uns anos atrás.
Esta é uma máquina que pretendo conseguir conduzir um dia destes:
1130cc, liquid-cooled, motor V-Twin a 60º.
Quase toda em alumínio para diminuir seu peso de estrutura.
ai, ai... [suspiro]
Podem ve-la aqui mesmo.
[Ouvindo: Charlotte (Mellow Version) - Kittie... 03:47]

Os seus pés arrastam-se pelo empedrado, aspirando o ar fresco que lhe faz afastar as melenas do cabelo curto. Tudo à sua volta o faz lembrar-se do seu sorriso contagiante. Dos olhos grandes e fundos como dois poços onde ele se afoga de amor. Da boca carnuda e suculenta que sussurram palavras doces e confortantes.
Mas como? Nunca tinham estado juntos. Nunca tinha estado com ela ali, naquele jardim, naquele País, naquele continente!
Mas o sorriso nos seus lábios dizia tudo. Sim, ela tinha estado sim. Estava com ele sempre a toda a hora. A todo o momento. Sempre que aspirava ou respirava.
Era aquele oxigénio que o fazia viver.
Olhou para aquele sol deslumbrante mas apaziguado. Sabia que aquele mesmo sol estava a ilumina-la a ela também e mandou-lhe um beijo. Os raios solares fariam o favor de lhe entregar por todo o seu corpo!
[Ouvindo: 02-H melodia this monarquias - Despina Vandi... 06:04]
Este link é deveras importante. Não custa nada dar uma olhada. Isto em pleno século XXI. Na verdade, nunca deixaremos de ser uns animais.

As pessoas tendem a se queixar por tudo e por nada. A injuriar o tempo, a saúde, o dinheiro, os negócios, a familia...
Um mar de razões e nenhuma por fim.
Eu acredito que seja apanágio da maioria das pessoas. Eu também já fui assim. Fui é a palavra certa. Por vezes ainda comento alguma desfaçatez, ou algum comentário menos alegre sobre a minha vida, mas é da contaminação anterior e da limpeza do meu organismo.
No fundo, eu não sinto mais todas essas preocupações ou malogros.
Não ganham raíz no meu âmago. Isto porque foi tratado com um adubo maravilhoso. Esse adubo é o Amor.
Tudo perde a sua importância. Tudo perde o valor que a vida mundana atribui. Porque de repente, ascendemos a uma vida mais cheia. Mais repleta de tudo e de nada.
É essa ascenção que nos deixa perceber que fomos agraciados com algo que nos enche de vida e de prazer.
Não me posso queixar... como poderia?
Nem que o mundo acabasse hoje, neste momento, neste minuto, neste segundo... Já teria valido a pena!

Hoje de manhã, estava a falar com a recepcionista do prédio de escritórios onde trabalho, que esta quinta-feira mais parecia uma segunda-feira. O síndroma do começo de semana estava a afectar-me quando, na verdade, estamos acabando a semana. Isto, a meu ver, tem uma explicação. E essa explicação não envolve preguicite aguda.
Na verdade, o problema é bem mais sério. Preciso de umas férias urgente. De um time-off.
Essencialmente não são apenas férias. Preciso de um time-off de pensar constantemente e do stress de um mercado competitivo como este.
Estavam umas carrinhas de distribuição de produtos alimentares na porta do shopping aqui ao lado e pensei que me apetecia tirar um ano do meu emprego e trabalhar como distribuidor.
A intenção seria de ter um horário fixo das 08h às 18h e com todo o meu percurso e afazeres marcados. Sem ter que me preocupar com mais nada que não fosse seguir as linhas marcadas.
Retirar as obrigações e os objectivos inerentes do meu posto e apenas funcionar como autómato durante um tempo. Para dar um tempo ao "Tico&Teco" como diz uma pessoa maravilhosa.
Mas gostei de uma hipotese avançada hoje durante uma conversa. O de abrir uma pousada num sitio bem calmo e prazenteiro, ao pé do mar. Longe de tudo e de todos a não ser de pessoas que compartilham da mesma filosofia. O de querer fugir do stress do dia a dia.
Alguém sabe de boas zonas para comprar no Brasil, em Pipa, Natal, ou similar?
Gostei dessa hipotese!!

Acho que cada vez mais a televisão é um meio de entretenimento. Pouco ou nada tem de informação. Para isso será melhor recorrer à rádio, à imprensa escrita ou aos meios da Internet. Ontem presenciei a mais uma desculpa inaceitável para informação.
Estavam a passar a notícia de uma mulher que matou o companheiro enquanto fazia sexo sado-masoquista. Asfixiou-o com uma fita.
Mas para darem a notícia, precisavam de fazer uma reconstituição do sucedido em termos visuais?
Colocaram uma matrona, gorducha em toda prensada em artigos de cabedal e um homem suado e também incógnito cheio de correntes tendo sexo. Eram pouco mais das 20:30h da noite. Tem um monte de gente a ver o jornal da televisão de um forma aberta e pouco protegida face à violência do que se vê.
E se eu não quisesse ver aquela exposição de mau gosto na televisão? Eu mudaria de canal, obviamente... mas já tinha visto mais do que eu queria ver. Assim como crianças influenciáveis.
Eu sempre me considerei uma pessoa que não é púdica, nem com problemas face ao que vejo. Estou demasiado calejado nestas questões e poucas coisas me incomodam.
Mas não concebo que num jornal nacional se exponha pornografia e sado-masoquismo encoberto de notícia. Para se revelar a notícia não é necessário todo este sensacionalismo.
O que me está a incomodar seriamente é a forma como foi dada uma notícia. Para mim deixou de ser a notícia. Passou a ser o facto de eles estarem a expor o sado-masoquismo daquele jeito e em horário nobre.

Depois daquela que fiz, eu gostava de fazer um dragão mais ou menos assim.
Mas depois de ver essa imagem fiquei a pensar que talvez seja meio bicha faze-lo.
Enfim... pelo menos aprecio como fica.

Qual será o nível de insanidade, cansaço mental e loucura numa situação destas?
11:30h am do dia de hoje, dirijo-me até à porta do escritório. Busco a chave da porta e aponto para a entrada do escritório com o comando do carro para a abri-la. E insisto mais umas 3 vezes olhando para o comando/alarme do carro pensando no porquê da porta não abrir.
Depois dessa eu vou ser internado, com certeza. E continuo fungando...

É muito comum nos perguntarmos se realmente estamos vivos? Porquê? Logo o facto de fazermos esta pergunta revela que algo está mal na nossa vida. É porque de algum modo se está descontente e coloca em dúvida a sua existência como indivíduo.
Filmes como Gattaca ou até mesmo Equilibrium, ou o mais recente Matrix são películas que nos fazem pensar nisso. Será que alguma vez colocámos em causa a nossa existência ou rotina, em prol de sentir que estamos a viver? Será que deixamos que os sentimentos ou paixões nos encontrem? Não há uma resposta concreta nem definitiva. Em alguns momentos tomamos esse tipo de decisões. Outras vezes escolhemos a opção mais cómoda e segura.
Não quero afirmar que para viver, se tenha de tomar decisões que coloquem em risco a nossa segurança física, ou o nosso centro sentimental. Nem que se tenha de tomar atitudes irreflectidas inconscientes. Mas uma boa dose do que é mencionado como loucura, é um bom antídoto para a nossa vidinha regular e rotineira.
Ainda no outro dia ouvia uma publicidade irreverente em que se fazia referência a que Amar era mais perigoso que saltar de um avião em queda livre sem para-quedas de segurança.
* Abre risos *
;-) eheheh
* Fecha risos *
Não acho que esteja muito longe da verdade. É temivel, mas ao mesmo tempo muito radical (no bom sentido).
É uma montanha russa de emoções. Amor, paixão, insegurança, certezas, ciume, tesão, etc, etc...
Mas talvez seja por isso que é tão procurada. É a kick-ass ride mais radical e emocionante do mundo.
Mas estou a centrar-me demasiado num só ponto. Na verdade, o estar vivo tem muito mais a ver do que apenas com o amor. É o sentir o sangue fluir, a sua mente vibrar e o sorriso ao fim do dia por se sentir bem consigo próprio. Fazer o que se gosta. Vibrar com aquilo que faz. Eu já passei por muitas coisas boas na minha vida e congratulo-me por as ter aproveitado na melhor medida possível.
Agora estou a preparar-me para mais boas vivências.

Este é o Bigodas. Já aqui falei dele. Um gatito rafeiro que foi adoptado pela minha familia. Eu acabei também por o tolerar numa relação de amor/ódio. Nunca nos demos inteiramente bem, com uma desconfiança mútua. Mas a vida ia decorrendo na normalidade, apesar dos arranhões e das mordidas que me diziam ser típicas dos gatos.
"Um gato não é um cão..." Diziam-me filosoficamente. E eu... engolia!
Ora, desde ontem à tarde, algo de muito estranho se passou. Este gatito amoroso e capaz de derreter o mais gélido coração, tornou-se "Chucky-O Gato Assassino".

Assim em modo de stand-by nem parece tao perigoso, mas é terrivel quando se vira contra os donos e tenta esgatanhar até à exaustão. A minha mãe ficou toda cortada das suas unhas e até a mim tentou morder. Isso eu considero inadmissível. Sei que não poderá continuar esta situação. Por isso elevam-se 3 ou 4 alterantivas, não mais. Ou ele toma juízo e acalma de uma vez ou será doado a alguém que o queira domesticar. Irá ser visto por um veterinário e ver se será algum problema físico.
O pior é que já é um membro da família. Mas família essa que está a ser violentada pelas investidas sangrentas do bicho com problemas mentais. Estamos todos pesarosos e tristes. Só espero vir a ter uma solução que seja benéfica para todos.
Desabafo de um homem dividido pelos sentimentos e pela razão.

Primeiro que tudo, isto não é nenhum ataque clubístico. A analogia aos lagartos refere-se às bocas, insultos e impropérios de muita gente que se sente lesada.
Até aí, eu admito que as pessoas lutem por aquilo que querem, mas há limites.
Primeiro que tudo, não ofender. Para fazer valer os seus direitos não é necessário atacar verbalmente de forma ofensiva a pessoa que o/a está a atender.
Segundo, sabe perfeitamente que foi avisada do acontecido, mas deixou para a última da hora e agora é tarde para recuperar. É típico do português deixar tudo para a última da hora e depois andar aos caídos. Pior, insurge-se contra quem fez o que tinha avisado que o ia fazer.
Terceiro, consideram que na net tudo é grátis e não é preciso pagar. Então e quem providencia o serviço come o quê? Ar? Até este serviço do Weblog.com.pt eu considero uma pedra no charco porque não pede nenhuma taxa a não ser o que se quer dar. Mas algum dia terá de obter provento, nem que não seja, para amortizar o prejuízo. Porque todos consideram que têm direitos, mas nenhum dever.
Eu estou neste momento a dar uma ajuda aos meus colegas do call-center devido a um serviço que temos online e estou-me a dar conta de como as pessoas podem ser mesquinhas e ignóbeis quando deixam de ter os serviços que utilizam de forma gratuita. Enfim... há que respirar fundo.

Ainda não é Verão, eu sei, mas vou tirar um fim de semana especial. Vou sair desta confusão de Lisboa e passar uns dias de sol, praia e muito descanso. Bem preciso.
Já notei que as pessoas falam comigo e tenho de parar uns dois ou 3 segundos para conseguir assimilar o que me disseram. E a minha incapacidade para tomar atenção em duas e três coisas ao mesmo tempo. Tudo isso me revela que estou cada vez mais cansado mentalmente. Preciso de voltar à minha boa forma. Em que eu conseguia valer por 3. Pelo menos era assim que eu era conhecido. Enfim... vaidades!

É uma sensação de poder incrivel. Facilmente pode subir à cabeça e nos viciar no poder absoluto. Em poder de uma hora para a outra decidir mudar a vida e elementos de inumeras vidas. Com uma simples tecla, apagar uma conta ou mesmo indiciar dados erróneos.
Começo a entender a sedução que é imposta aos bons hackers. Não o sou nem pretendo ser. Mas me pergunto como será conseguir resistir, sabendo que podemos faze-lo? Será que basta saber que se pode faze-lo? Isso nos deixa capaz de prosseguir nossa vida?

... que fazem toda a diferença.
O sol escondido pelas núvens carregadas. A luz do dia esbatida pela cinza do ar. O ar pesado pela humidade constante.
Seus olhos caiem nos cabelos revoltos dela. O olhar amolece, sentindo uma doce excitação no seu peito. Beija a pele rosa dela.
Seu sorriso abre. Tudo está bem.

Sim, acho engraçado ou curioso como o Amor se revela no nosso inconsciente. Calma, não disse inconsciente de forma leviana. Acho mesmo que começa sem nos apercebermos de que existe algo especial. Novo.
Na verdade, os sinais já estão lá todos, mas não somos ensinados a dar atenção a este lado da nossa existência.
Estamos programados para sermos frios, duros e resistentes à competição e agressividade exterior. Criamos barreiras para não deixar passar nada. Tristezas ou alegrias. Criamos vacinas contra tais abusos.
Mas o Amor é algo especial. Que passa despercebido. Parece um vírus Trojan que entra discretamente e depois deflagra sua carga potentíssima no sítio certo. O coração central.
A partir dessa altura estamos à mercê de uma série de circunstâncias exteriores. Vontades, humores, risos ou lágrimas. Tudo isso começa a nos afectar. A conseguir penetrar nos nossos escudos.
Qual a minha resposta ante tal decadência do sistema de segurança instituido pela sociedade?
Vou abrir todas as portas ou gateways. Quero deixar-me todo desprotegido. Porque a sensação é muito boa. Um segundo desse Amor vale mais que toda uma vida de pacatez e sentimentos aprisionados, frios.
Aí está um Vírus que não me importo de contrair. O vírus do amor!

Miklos Féher morreu. Sim, o jogador de futebol com 24 anos morreu em pleno jogo entre o Benfica e o Vitória de Guimarães a contar para o campeonato. Ia casar em Junho com a sua namorada de longa data na Hungria, seu País de origem.
É um dia de tristeza em Portugal. Não é todos os dias que um jovem de plena saúde e um desportista exemplar, morre em plena emissão de televisão. Foi um momento desolável e de tristeza profunda.
Foi impressionante como ele sorri ao árbitro e logo depois descamba no relvado já desmaiado.
Poder-se-á dizer que faleceu com um sorriso. Isso mitigará a dor dos seus companheiros e da familia do jogador?
O que eu sei é que serviu para nos lembrar a todos que temos de aproveitar todos os momentos que temos para gozar a vida em pleno. Não importa se somos novos ou velhos. Podemos estar muito bem agora e no próximo segundo deixar de existir.
Pela minha parte eu já tenho essa noção há algum tempo. Deixei de ter medo de viver. Deixei de ter medo de abrir meu coração. Deixei de ter medo de gozar a vida no seu pleno. Apenas desejo ser feliz no tempo que tenho para o fazer. Neste momento encontro-me muito bem em termos de felicidade emocional. Apenas falta um pequeno pormenor que será mitigado lá para Maio. ;-)
Acho que o que me conforta é pensar que caso eu tivesse caído no seu lugar será que eu olharia para trás e estaria feliz com a minha passagem por esta existência? A minha resposta é sim.

Bom, continuando a descrição de algumas coisas ou actos que não gosto quando estou a ter sexo (volto a referir que a ideia foi da nocturna Vampirella):
9. Fazer chantagem. Odeio quando faz chantagem na cama. Explicado?
10. Fingir orgasmo. Tanto um como outro. Sim, o homem também pode fingir orgasmo, embora seja muito mais dificil. Acho que chegar a esse ponto é altamente deprimente.
11. Forçar o/a parceiro/a a fazer algo que não goste. Isso é egoísmo puro. Será assim tão necessário fazer mesmo isso? Não tem algo que se possa fazer que ambos gostem. A isto se chama pouca imaginação. Nisso eu sou um louco, mesmo!
12. Enganar dizendo que tomou a pílula e não tomou. Algum comentário???
13. Fazer malabarismo durante o acto. Nisto eu tenho algum frisson em falar disso, porque não sou contra haver alguma imaginação e loucura no acto. Na verdade, sou bem a favor, mas há limites. Quando o fazer uma nova posição ou acrobacia se torna mais importante que o prazer pelo prazer, já começo a ver a coisa bem feia. A partir de uma certa altura já começa a entrar lâminas e objectos cortantes. No, thank you!
Bom, depois eu vou preenchendo melhor a lista...

Eu falo Português, certo? Errado. O que eu falo e escrevo não é português. Deixou de ser. No fundo, acho que a maior parte dos portugueses já não falam português. É uma mescla de várias linguagens e influencias.
Calma, eu passo a explicar:
Eu trabalho em Portugal numa empresa com sede em Espanha. Logo tenho um contacto directo e constante com o castelhano (língua oficial espanhola). Além disso eu lido com brasileiros todos os dias. Além disso eu tenho contactos constantes com americanos, ingleses, russos e até japoneses. Ora com estes últimos eu falo Inglês.
No fundo, chega a uma altura que já misturo tudo. Não sei se já deu para perceber, mas eu misturo muito todas estas linguagens. Até na construção das frases eu dou contínuas pauladas na gramática.
Eu esforço-me por conseguir colmatar esta circunstância ao tomar mais atenção com o que eu escrevo, mas é demais para qualquer cabeça, penso eu. Assim, eu declaro que abri oficialmente uma nova língua mundial. Passo a chama-la de Portuanglonhol.
Mas porque é que os Espanhóis, Ingleses, Alemães, Franceses e demais países não se dão ao trabalho de aprender português? Será assim tão descabido? Vem um turista cá passar férias e nós é que temos de o entender nas suas necessidades diárias. Quando somos nós a visitar um País estrangeiro somos tratados abaixo de cão e com um desdém inaudito.
Numa das minhas últimas viagens a Madrid (capital espanhola) fiquei num hotel de 4 estrelas mesmo no centro de Madrid. Julguei que por estas circunstâncias eu teria algum alívio em questões de educação e simpatia. Ledo engano. Incompetência, antipatia e muito desdém.
É caso para dizer que só me tenho sentido bem aqui em Portugal e nos Países da América Latina. México, Paraguai, Argentina e Perú foram admiráveis. Talvez até demais. Falta-me conhecer o doce e intenso Brasil. A ver vamos... ;-)

Concordo que é muito estranho colocar este post depois de no anterior eu ter afirmado ser IMPOTENTE, mas o post anterior era estranho no seu todo.
Na verdade, não tem ponta por onde se lhe pegue. Se formos rigorosos, nem este. Bom... nem todo este blog, mas também não interessa nada começar por aí.
Vamos ao que interessa. A Vampirella (há algo que me seduz numa mulher em trajos coleantes e com uma mordida sexy) colocou no seu blog uma pequena lista de coisas que lhe desagradavam no SEXO. Ora eu decidi seguir seu pedido e aqui vou declarar minhas opiniões. Como se interessasse a alguém o que eu penso...
1. Odeio ser interrompido. Estar lá no bem bom e ser pego por um policial ou um chato qualquer reclamando por estar fazendo isso num local público.
2. A Camisinha romper. Sim, também pode acontecer, especialmente se a camisinha for de péssima qualidade.
3. Falar em qualquer coisa que não tenha a ver com sexo. Sim, já me aconteceu me perguntarem se depois poderemos ir no shopping fazer umas comprinhas. Isso diz muito sobre minha perfomance sexual. (será por isso que virei impotente???)
4. Me chamarem de um nome que não o meu. Se tem coisa que me deixa sem acção é me chamarem de Mário ou Nestor, ou qualquer outro nome que não o correcto.
5. É não dizer a idade correcta. Quando falo isso é porque tem muita menina que diz que já é maior e no fundo é ainda pirralha. E quem se f*** é o rapaz aqui que vai de cana por pedofilia. Será que o mesmo se passou no caso Casa Pia?
6. É não falar do que gosta. Tem mulher que não dá dica sobre como quer que lhe dê prazer. Nós temos à partida um mapa de caminhos que devem de ser percorridos, mas sem uma ajudinha nos cruzamentos, acabamos nos perdendo ou fazendo algo que não gostam. É preferível dizer claramente como e onde gostam de ser acariciadas. Gemidinho quando se acha o local também serve. ;-)
7. Algum cuidado de higiene é necessário. Don't ask...
8. Ser apenas um "objecto". Sim, nos homens isso também acontece. E se bem que todos dizem que isso é bom e deliram com que isso aconteça, no fundo ninguém gosta. É humilhante a destrói sua auto-estima. Ser usado é sempre mau.
Bom, vou depois aumentando mais essa listinha, mas por enquanto fica por aqui. Saludos...

2004 será o melhor ano da minha vida.
Assim, aviso o 2004 que não faça asneiras e depois diga que não foi avisado. Tem de se portar bem e cumprir o pedido formulado.
ai, ai...

Não costumo ter muitas oportunidades de o fazer, mas gosto de parar para pensar sobre as últimas ocorrências na minha vida. Talvez até entender se houve alguma causa para elas terem ocorrido e se eu as poderia controlar.
Ora, à primeira vista, não deixa de ser paranóia. O querer controlar tudo é uma utopia e mesmo doença.
Mas há certas coisas que está na nossa mão evitar ou provocar. Como um bom estado profissional. Pode e deve ser provocado. Não conseguimos uma melhoria profissional se não trabalharmos e a provocarmos com todas as nossas armas à disposição.
Já os amores... engraçado como eu digo amores e não o amor. Mas isso é influenciado pelo que vejo à minha volta. Raros são aqueles que conseguem se manter com um amor durante alguns anos. Conforme eu já aqui tinha mencionado, eu nunca amei verdadeiramente. Tive as minhas paixonetas obviamente, mas nunca consegui amar de facto.
Porquê? Devido a mim mesmo. Criei uma barreira invisível que deixava o meu coração longe de qualquer possível contágio. Isso me prevenia contra desgostos e corações partidos mas também não me deixava viver na plenitude e gozar dos prazeres das paixões assolapadas e do... amor.
Há algum tempo que fui me obrigando a baixar a guarda. Sinto-me mais "desprotegido" mas ao mesmo tempo mais forte.
Que sensação estranha e ao mesmo tempo motivante.
Vou despertando aos poucos para a vida sentimental, ao mesmo tempo que tento manter a vida profissional à tona. Mistura explosiva!!

Que este ano de 2004 seja o culminar de concretizações de sonhos e de prazeres!
Bom Ano Novo a todos...

As palavras têm força. Uma boa imagem vale mais que mil palavras.
Eu fico-me apenas pelo sentido que as duas têm para mim. Priceless!

Talvez esteja a ficar louco. Afinal, porque estaria eu a ver uma coisa e o resto do mundo a ver outra? Isso não é considerado loucura?
A sociedade considerou que aqueles em minoria que tivessem uma outra visão das coisas fosse isolada e considerada incapaz.
Ou perigosa!
Eu vejo que os EUA estão-se a tornar naquilo que eles dizem que lutam contra. Os assassinos de crianças inocentes no Afeganistão.
Os produtores de mais armas nucleares. Os criminosos que violam os direitos humanos mais básicos.
Mas todo o mundo assiste impassível e numa letargia que considero cega e perigosa.
Mas talvez seja eu...
Sou eu que estou a endoidecer e devo ser isolado. Sou considerado perigoso e uma ameaça para a sociedade.
Isolem-me. Aprisionem-me longe dos olhares e ouvidos dos restantes.

Está vazio... tudo vazio.
Tenta se concentrar, com esforço.
É como se subitamente tivessem removido todo o conteúdo.
Sente-se perdido. Alheado.
Toda a sua vida foi apagada. Que fazer quando todo o seu passado foi eliminado? Quando aquilo que o fez ser o homem que é hoje, foi erradicado?
Deixará de ser a mesma pessoa? Passará a tomar outras atitudes?
É um disco limpo. Um quadro de ardósia onde se pode escrever de novo. Do zero. Ou ser um zero. Uma nulidade.
Não... os seus olhos, os seus ouvidos, todos os seus sentidos começam ansiosos a procurar mais informação.
Será aquela máxima da ciência que diz que o vazio procura e sorve a matéria?
Ele só sabe que não quer ser uma nulidade.

Antes do ano 2000 diziam que a chegada do milénio seria o fim do mundo. Passou a passagem de ano e no dia 1 de Janeiro quando se saiu à janela ainda tudo estava na mesma. Depois foi no ano de 2002. Nada... O de 2003... Niente...
Estamos a chegar ao de 2004 e também não prevejo que aconteça nada de mais.
Tudo estará na mesma.
Mentira. Não está tudo na mesma, como não esteve nesses anos referidos. Parecia que sim, os pássaros cantavam à janela (pelo menos até 2002), o relógio estrilhava em cima da cabeceira da cama, os vizinhos brigavam e o trânsito estava um caos. Parece tudo igual, mas não é. As pessoas mudaram. E não foi para melhor. Não.
Odeio fazer de presságio de azar ou de má sorte. O portador de más notícias. O lúgubre. Eu não sou assim. Por natureza sou bem disposto e sempre optimista. Mas talvez por tudo isso tenha adoptado uma maneira de controlar todas estas mudanças. Uma espécie de pacto pessoal entre eu e a minha pessoa.
O mundo pode mudar. Guerras podem deflagrar, mortes podem ocorrer, cataclismos acontecer...
I don't care!
Vou viver a minha vidinha no anonimato, se possível (sempre odiei notoriedade), com objectivos bem claros. Esforçar-me para cumprir com o que diz a minha forma de estar e de ser. Ser feliz conforme a vida me deixar ser. Não querer a satisfação momentânea e apreciar os pequenos momentos. Mas acima de tudo defender aqueles que me são queridos.
Os militares têm formação e uma doutrina que lhes tenta incutir algo pelo qual morrer, pelo qual lutar. Seja ele o País, o regimento, o companheiro de armas... não interessa. O que importa é haver algo que considere mais que a própria vida.
Os fanáticos religiosos é ainda mais fácil. Têm o seu ideal.
Eu tenho o meu. É simples mas forte. Um pai dá todo o seu esforço e trabalho para que o seu filho singre na vida e seja feliz. É esse tipo de esforço que luto todos os dias. Não por um filho, porque ainda não os tenho, mas sim por pessoas que me fazem bem. Isso basta.
Que o fim do mundo venha. Eu farei a minha parte! É só o que me interessa...

Fomos ensinados durante toda uma vida a temer o escuro. A temer o desconhecido, no fundo. Como não está claro e tem zonas dúbias, deve ser temido e evitado. Ao mesmo tempo fomos fomentando a criação de "boggie-men". Monstros que nos façam temer enveredar pela descoberta. Nos Lusíadas foram os monstros oceânicos, por exemplo. Hoje em dia são os mitos urbanos.
Em comum têm o efeito de nos fazer recuar ante uma nova porta. Como diz uma amiga: "a porta entreaberta deve ser totalmente escancarada". De algum modo eu concordo com ela. Prefiro isso a ficar acoado a um canto imaginando fins 5 vezes piores. Um herói é aquele que sentindo o perigo e o medo, mesmo assim os enfrenta com coragem. Não, não sou um herói nem nunca quis ser.
Mas eu vou mais longe. Eu gosto do desconhecido. Do mistério. Da alquimia do tempo. Por isso tudo para mim funciona ao contrário do regular. Vampiros, Lobisomens, Fantasmas ou os novos mitos urbanos apenas me atraem como a luz atrai as traças. Também o mesmo se passa no meu dia a dia. O que me é desconhecido eu gosto de enfrentar e tenho me surpeendido todos os dias com o meu potencial. Com tudo aquilo que posso fazer e não sabia. Ou não saberia, se tivesse adoptado o método que nos é incutido pela sociedade. Por isso temo que aos poucos me esteja a tornar num pária. Num ser sem lugar na sociedade mesquinha e atemorizada.
Será que eu me transformei no tal monstro a temer? Naquele que descobriu a luz atrás do túnel e que deve ser calado e exterminado antes que infecte toda a sociedade? Será.
Mas não baixarei os braços nem vou tomar o caminho que traçaram para mim. Vou me guiar pelos meus próprios padrões. Pelas linhas que me atraem. Que me fazem sentir vivo.
Posso com isso ser manipulado. Usarem isso contra mim e ao fim conseguirem o seu objectivo de me fazerem chegar onde querem. Mas terei de ser leal a mim próprio.
Pronto. Nasceu mais um Mito Urbano. Aquele que tomou o seu próprio caminho!

PENSAMENTO BUDISTA
"Melancia grande e mulher muito boa, ninguém come sozinho."
(Dalai Lama)

Frase do dia
"O coração de uma mulher é como um circo.
Tem sempre lugar para mais um palhaço!"
É caso para dizer... Eu quero ser palhaço...

"Nunca discutas com um idiota: primeiro, ele arrasta-te até ao seu nível e depois, ganha-te em experiência."

Primeiro esbraceja e grita. Ofende e maltrata. Os olhos raiados de sangue e o suor a percorrer-lhe a face congestionada.
Mas o resultado é vão. Não consegue nada com isso a não ser ver nascer uma barreira invisível de antipatia e de repulsa.
Então acalma e respira fundo. Repara no ser grotesco que se transformou e recua, envergonhado e triste consigo próprio.
Fico feliz quando a própria vida se encarrega de me defender. :-)

Tomo o copo de leite que me acompanha o bolo de chocolate delicioso que me colocaram na frente. Nisto, enquanto limpo os lábios molhados a um pequeno pano de cozinha, ouço algo que me faz estremecer:
- O mundo vai acabar amanhã!
Eu fico à espera de ouvir mais alguma coisa. Do género, amanhã às 11:30h am, será declarado oficialmente o fim do mundo. Por favor, queiram conservar a calma e a ordem até informação em contrário. Mas não...
Apenas aquela frase curta e seca.
Nem acredito em mim mesmo, quando me resigno e pergunto com fastio:
- Mas que quer dizer com isso?
Ela olha para mim com naturalidade e comenta como se fosse algo fatídico e regular na vida:
- Já reparaste nas notícias? Fogos alastram por todo o mundo. Milhares de hectares são devastados. Guerras sucedem-se constantemente. Doenças dizimam a espécie humana. O clima está todo alterado. Calor no Inverno, Frio e Chuvas no Verão. O fim do mundo, tal como predestinado por todas as religiões. Apenas não tem um dia específico como avançado aquando do ano 2000. Mas que está a acabar, está!
- ......
Primeiro tento digerir aquela informação que me caiu mal no estômago. Depois dou-lhe um beijo na testa e vou buscar as minhas coisas para sair para o trânsito infernal.
Se o mundo acabar devo estar no meu posto de trabalho. Talvez me dêem uma indeminização do seguro por catástrofe iminente!

Acordo com uma sensação estranha no corpo. Tiro a roupa da cama para trás ao mesmo tempo que levo a mão à cabeça. Confuso. Perturbado. Que está a acontecer comigo? Eu já tinha sonhado este sonho anteriormente. Exactamente da mesma maneira.
Um deja vu num sonho? Isso não é raro, para não dizer improvável?
O meu coração bate desenfreadamente, enquanto tento habituar a visão à luminosidade do candeeiro de cabeceira. Será que um sonho é apenas isso? Outra hipotese seria um prognóstico do futuro ou uma memória passada. De qualquer modo, não me agrada a perspectiva. Eu sempre considerei os sonhos como se fosse um desfragmentar do disco. Uma manutenção feita aos neurónios sobre-alimentados do meu encéfalo.
Cambaleio em direcção à casa de banho, atordoado. Páro gelado ao sentir um roçar nas pernas no meio da escuridão. Só ao fim de uns segundos me apercebo que se trata do Bigodas (o meu gato). Ele mia como que compadecido pelo meu estado alterado. Mergulho as mãos na água do lavatório e encharco a cara e o cabelo. Quero restaurar a minha capacidade de raciocinar racionalmente. Mas racional e sonho podem ser incluidos na mesmo frase?
Tenho a minha mente repleta de informação altamente contraditória. Livros, filmes e internet ocupam o espaço de raciocínio com informação distinta e bem diferente. Ilusão, Premonição, Vida Passada, Imaginação... todas hipóteses possíveis. Demasiado para a esta hora da noite pensar nisso.
Preciso alhear-me de novo e deitar-me. Tentar voltar a dormir. Mas será que vou sonhar com o mesmo? Voltarei ao ponto de onde parti?
Ela pegou na pasta de barbear e com um sorriso matreiro massajou-lhe as faces, certificando-se de que cobria toda a zona a barbear. Os seus olhos buscavam reacções. Ele sorri.
Está sentado numa cadeira do quarto de hotel. Em tronco nú, apenas com uma toalha na cintura. Ela está entre as suas pernas, armada de uma navalha de barbear. Perigosa, mas aquecida pelo seu roupão de feltro. O cabelo negro e liso preso atrás da nuca com uma caneta. Os corpos húmidos de ambos exalam calor do duche que tomaram um pouco antes.
- Confias em mim? - pergunta-lhe com a navalha aberta e perto da sua face esquerda. Ele não resiste em olhar para o fio da navalha que reluz quando ela move de forma despreocupada.
- Sim. - a sua voz não soou tão forte e determinada como quereria. Ao mesmo tempo pergunta-se se teria dito algo nos dias anteriores que a pudesse ter magoado. Olhou-a de novo nos olhos e percebeu um brilho indefinido.
Ela sorriu enigmática, enquanto começou a passar a navalha pela patilha esquerda até ao queixo dele. O seu corpo estava colado no dele. Ele sentia o seu odor misturado com a frescura do creme.
A cada passada com a navalha, lentamente, ia passando a lâmina no pedaço de toalha que tinha pendurada no ombro dele. As suas mãos ensaboadas percorriam a pele dele. Tanto da face como do peito dele. Logo, estava na garganta. Parou a lâmina encostada à sua traqueia, enquanto se abaixava e ficava a poucos milímetros do olhar dele.
- Confias mesmo em mim? - perguntou de novo sem aliviar a pressão da navalha. Estavam a poucos milimetros um do outro.
Ele estava encharcado e já não era do duche. Suava por todos os poros.
Pegou na cintura dela com firmeza e olhou sem hesitações. A sua boca entreabiu-se junto da dela. Os lábios roçaram trementes. Os olhos nunca se fecharam nem desviaram um do outro.
- Sim. - beijou-a sempre sentindo a lâmina pressionando a sua carótida.
Mais não digo! O resto fica no imaginário de cada um.
Ah, o amargo egoísmo! Coloca-nos uma leve seda pelos olhos que nos tolda a visão e não nos deixa ver o ser grotesco e patético em que nos tornamos. Magoamos quem nos é próximo, quem nos ama, quem nos quer bem. Sem consciência? Ou nem tanto...
Mensagem Dirigida: Espero sinceramente que não tenhas consciência do que fazes, caso contrário não consigo conceber a dor e o desgosto que me irá tomar ao saber que és um ser monstruoso.
Hoje estou a participar numa iniciativa que vi por acaso na blogoesfera portuguesa.
Trata-se de "um post para lembrar a leucemia", iniciado pela AAnes.
Eu vou falar aqui um pouco da minha parca experiência pelos meandros desta doença. Não tenho, e espero não vir a ter, esta doença. Conheci uma criança, na minha rua que tinha esse mal e sofreu horrores durante o tempo em que viveu.
Não é apenas a própria doença em si, mas os tratamentos por quimioterapia que deixa a pessoa debilitada e em agonia permanente. Nem eu, nem as pessoas sãs poderão alguma vez compreender toda a acepção da dor que passa por estes seres humanos.
Mas não é por isso que podemos ficar incólumes a presenciar tal dor e tal sofrimento. A criança da minha rua morreu. Morreu depois de 2 anos de constantes visitas ao hospital, de 2 anos de sofrimento.
Mesmo assim eu não sabia como se poderia ajudar essas pessoas porque pensei que isso não estava na minha mão. Não havia informação. Assim como ainda hoje não há.
Hoje sou adulto e recebi um email há 4 meses atrás a pedir ajuda para se encontrar um dador de medula óssea. Foi quando voltei a acordar para a realidade. Investiguei por minha conta até que me apercebi que ser dador de medula é indolor e não prejudica minimamente a nossa própria saúde ou vida pessoal. Na verdade, pode é dar vida com a nossa própria vida.
Assim sendo, preenchi os dados enviados pelo CEDACE e pouco tempo depois era convidado a me dirigir ao seu centro de recolha de amostras para tirar uma pequena amostra de sangue. Essa pequena iniciativa iria colocar-me numa Base de Dados nacional/internacional com o meu código genético para uma eventual compatibilidade. Como podem comprovar pelo meu post do dia 28 de Agosto.
Mais do que isso informei os que me são próximos e dei a conhecer a situação. Ontem e hoje está a ser feita uma recolha de amostras e de sangue num dos maiores supermercados de Lisboa aos empregados do mesmo. A minha irmã foi mais longe e conseguiu convencer a direcção e os próprios colegas a se inscreverem e poderem contribuir. São cerca de 1500 pessoas ou mais.
Espero que isto se torne numa bola de neve e que as mentalidades letárgicas venham a ser acordadas como a minha foi.
Saludos e um ótimo dia para todos.
Passo o olhar em redor. Mas será que vejo algo? Eu olho, mas vejo?
Ver com olhos de ver... que expressão é esta? Ver com olhos de ver...
Ou se vê, ou não se vê. Mas ver com olhos de ver.
Mas eu hoje vi. Por breves instantes, mas vi. Porque será que nos alheamos do que nos rodeia? Porque será que decidimos não ligar? Porque é mais fácil? Não creio.
Penso que é cobardia ou letargia consentida. Mas fácil não é. Nunca foi e nunca será mais fácil.
Mas como vi num excerto de uma série ontem de excelente qualidade: "A humanidade distingue-se de tudo o resto pela sua capacidade de escolher".
Mesmo que a escolha seja errada... :-)
Cá estou, na minha melhor forma ou pelo menos, iludo-me a pensar que sim.
Depois de um dente removido a força de grua à uma semana, tendo ficado com o maxilar em estado crítico, tenho amanhã de voltar a remover um outro. Parece que tem mesmo de ser assim. Eu perguntei aí umas 1500 vezes antes de obter a mesma resposta 1501: Temos de remove-lo.
Será que o facto de a médica dentista ser suspeita de prácticas satânicas e de rituais sádicos tem alguma coisa a ver com isso? Naaaaaa.....
Mas deixei-me de xalamaleques e decidi voltar a postar antes de fazer a tal renovação no layout prometido. É que o tempo resume-se a ... nada, niente, zero, fucking nothing...
I'm back... alive and kicking como a canção rock!
Para entender, é preciso ler o post anterior. Obrigado!
Continuemos a descrição do fim de semana. Hoje será o dia de Sábado. O dia da celebração eucarística do sacramento matrimonial. Ehehehe... Adoro estas expressões religiosas. Até parece que é algo muito importante.
Mas enfim... começou logo muito bem com o Barbichas a deitar a porta do meu quarto abaixo, como se a casa estivesse a arder. Ansioso por se pôr ao caminho. Ele não quis dizer, mas acho que estava com pressa de sair dali porque tinha limpo o sardão nos cortinados do quarto e estava com medo que o Caracol desse conta e o fizesse limpar.
Mas ainda deu para assaltar o jardim de nespereiras, ameixeiras e figueiras. Foi fixe comer logo directamente das árvores. Mas o Barbichas estava cheio de pressa e pôs-nos a correr à frente dele até à pastelaria mais próxima para tomar um pequeno almoço mais consistente. Nem queiram saber como ficou o pasteleiro quando viu entrar aquela trupe pelo estabelecimento. Mudou de cor 3 vezes.
A “Tá-se” e a “Fixe” desataram a emitir os pedidos de pequeno almoço para todos e o homenzinho teve que pedir 2 vezes que abrandassem para tomar nota. Já suava e ainda nem sequer tinha começado. Devia ser o dia mais movimentado em 5 anos. Ele até deveria colocar uma marca no calendário depois de sairmos.
Os rebentos andavam loucos de um lado para o outro. Completamente insanos. Os poucos clientes àquela hora fugiram apavorados para se enfiarem debaixo das camas. Até a bola de um desodorizante serviu para a brincadeira. Pelo menos deu para eu ver as pernas a uma tipa que lá estava, quando a bola ficou debaixo da mesa dela. Deviam ver a minha cara quando vi a quantidade de pêlo que ela tinha nas pernas. Tinha mais do que eu e para quem me conhece, está tudo dito.
Bem, depois destas peripécias matinais lá seguimos em direcção à Guarda. Fora algumas ultrapassagens amalucadas que nos fizeram na IP5, até que não correu lá muito mal. Sobrevivi. Mas eis que ao chegar às curvas da Guarda, a Goelas não aguentou e desatou a “gregoriar” (vomitar) dentro do carro da família B.
Saía vómito até pelas janelas. Claro que a Pavarotti aproveitou logo para subir para o capot do carro e gritar mais uma cançoneta! A Ranhoca só se ria na sua cadeirinha de bebé.
Com tudo isto, o Barbichas desesperava porque queria por tudo chegar antes da noiva. Acho que a intenção era mesmo de desposar o noivo. Um recurso de última hora. Paixões reprimidas... sabem como é!!
Já o Caracol estava pouco se borrifando para essa cena e tava na dele. Ou seja, ou 8 ou 80. Como é óbvio o único são era eu como não podia deixar de ser.
Mas lá seguimos viagem e lá chegámos à pensão de Turismo Rural onde ficámos. Um espanto de local. Fiquei boquiaberto quando vi as condições. Depois pensei que os pobres proprietários nem sabiam a quem tinham alugado os quartos. Antes da nossa ida embora, com certeza já teríamos destruído tudo totalmente.
Mas foi tudo a correr para os quartos para tomarem um duche, vestirem as fatiotas e prepararem-se para o evento. Mer**... esqueci-me da gillete e da espuma e não podia fazer a barba. Sim, porque sou um “menino” e a minha pele não aguenta uma sessão à Crocodile Dundee.
A muito custo lá foram todos se concentrando em volta dos carros e lá seguimos em direcção ao casamento. Eu ia no carro da família B, agora para poder usufruir daquele aroma a azedo do vómito da Goelas. Que simpáticos!! J
Lá fomos a fazer rallie até à igreja em Famalicão. Parece que era num antigo Convento que ardeu com o fogo. Enfim, andámos sempre a abrir pelas ruas estreitas da vila e todos pensaram que era uma invasão espanhola para conquistar Portugal de novo.
Lá perguntámos onde era o convento e uma rapariga tossiu umas indicações com o fumo que trazíamos na traseira.
Arrancámos a fundo e chegámos ao pelotão que seguia a noiva até à igreja. Com a confusão apitámos e tentámos ultrapassar todos. Qual não é o espanto quando percebemos que a noiva estava ali naquele jipe ao nosso lado?
Ela esboçou um sorriso simpático, mas devia estar a pensar: “Esta gente é mesmo doida. Ainda pensam que estão em Lisboa a cortar atalhos.”
Mas lá chegámos ao estacionamento e corremos um sprint até à bendita Igreja.
O pessoal achou que pertencíamos ao séquito pastoral. J
Mas finalmente conseguimos o objectivo primordial. Chegar a tempo de ver a noiva a entrar pela alameda de flores e poder chamar ao noivo Palhaço e Esticadinho lá de trás de uns assistentes. Eu já devia imaginar. Só podia ser para massacrar o rapazinho que suava no seu fato apertado. Acho que ele usava um corpete por debaixo da roupa. Isso e lingerie feminina, para ficar assim tão aprumadinho e esticado.
Mas lá começou a cerimónia e aproveitei para bazar dali. Fiquei lá fora com a maior parte do pessoal junto a uma fonte de água. Sempre estava mais fresco e escapava à parte em que o acólito vinha com o cestinho pedir esmola. Pedinchas!!
Mas logo chegou na melhor parte. Aquela em que os noivos levam com sacas de 50 quilos de arroz em cima. A “Tá-se” municiou logo a Ranhocas com uma mão cheia de arroz. Já o Barbichas procurou por ali um paralelo de pedra, mas não teve sorte.
Primeiro tiveram que andar ao passo e ordem de um tipo munido de uma máquina fotográfica que fingia que era um profissional de moda. Pose para aqui, pose para ali. Agora um beijo ali e outro acolá. Uma sessão de sexo explícito ali e outra ac.... oops, lá estou eu a divagar!
Mas o tipo era deveras irritante.
Assim que os meninos puseram o pé fora do pórtico da igreja foram autenticamente fusilados com toneladas de arroz e pétalas de flores. O noivo “Esticadinho” ficou com metade colado no cabelo empastado em gel. Parecia uma canja de galinha com água de rosas. A noiva “Bonitona” ficou com o peito do dobro do tamanho com o arroz que levou no decote.
Mas alguém se esquecera de um pobre idoso numa cadeira de rodas que ficou literalmente soterrado num monte de arroz. Só se via a mão dele implorando por auxílio. Valeu-lhe um puto que lhe deu uma palhinha para respirar.
Depois foi a cena do bolo e do champagne. As primeiras bebidas do dia que se previa longo. Até tiveram direito a um “penetra” que se chegou ao pessoal para ver se conseguia uns copos grátis.
Não havia chance. Tínhamos de chegar ao pouso final, senão a festa ficaria por ali. Assim lá fomos em procissão para o local do copo de água onde se iria fornecer os comes-e-bebes da praxe. Com tanto apito, devemos ter sido ouvidos no País vizinho que ficava logo ali na esquina.
Lá chegámos à Quinta onde iria se dar a festa da bebedeira. Primeiro foi conseguir colocar todas as mulheres de salto alto em piso fixo, porque a maior parte enterrava-se na areia do descampado onde se estacionou. Parecia pântano do amazonas para elas. J
Depois foi a cena dos petiscos para enganar a fome e a habitual sessão de fotos. Os noivos ao fim das primeiras quinhentas fotografias ficaram com caimbras no rosto e pareciam o Joker do filme do Batman. Precisavam de umas massagens estilo Mike Tyson vs Lenox Lewis.
Agora vinha a tortura principal do dia. Saber onde sentar. É quando se dá a guerra habitual. Toda a gente quer ficar sentada ao lado da gaja mais boazona do local. Diga-se de passagem que parecia só haver uma “solteira” que parecia valer a pena, mas tinha um ar de tia que doía. Por isso fiquei na mesa dos solteiros com boa disposição. Devo confessar que foi uma noite bem passada com histórias e anedotas bem humoradas. Muito por culpa do “Levanta-te e Ri” que estava na nossa mesa. Uma curte! Ele dava para colocar todos a rir.
Fui assaltado por uma equipa de mercenários armados de comida e fui “enchido” com várias ementas até deitar por fora. Bem dizia o “Esticadinho” que na Guarda é comer até fartar. Bolas!!
Mas o melhor ainda estava por vir. De repente comecei a ver os homens todos a levantarem-se e a chamarem os restantes. Eu fui um deles. Eu já desconfiava que seria para fazer a praxe ao noivo, mas não desconfiava do que viria pela frente...
À força, o noivo foi levado até uma casa de banho mais afastada e começou a ser despido sem cerimónias. Aí eu fiquei meio desconfiado. Será que era para entrar numa suruba bichona? Se era eu estava já à procura da janela mais próxima para pular na hora. Mas a coisa ainda não tinha tomado contornos perigosos.
Assim ele foi todo despido e ameaçado de levar uma raspagem geral. Ou seja, rapar todos os pelinhos que tem pela frente. Nas bolas e tudo. Medo!!
Ter uma data de marmanjões bêbados e broncos a mexerem nas bolas já é perigoso e “abichanado”, mas armados de gillete.... ainda bem que não sou eu o noivo! Porraaaaa...
Mas logo chega a 2ª parte da brincadeira. O vestido de noiva. Afinal eles iriam trocar de vestimenta.
Não imaginam a cena mais divertida que se pode imaginar. Uma noivinha com pêlo na cara e um noivo baixinho e de maquilhado. Hilário!!
Houve direito a abertura de baile naquelas condições e tudo.
E bueno, pouco mais se passou além disso, a não ser shots e coisas assim, mas isso já seria prolongar-me. J
Amanhã tem a última parte desta história depravada.
Vou começar hoje um ciclo de 3 posts, 1 por dia, sobre este fim de semana absolutamente depravado que passei lá para os lados da Guarda. Numa das encostas da mítica Serra da Estrela.
Primeiro que tudo deixem-me elucidar que fui convidado pelo noivo da Despedida de Solteiro, referida anteriormente, para o seu casamento nesse fim de semana, na sua terra de nascença. Tenho agora, depois de pensar nisso, uma "leve" suspeita que foi motivada pelo seu desejo de me trucidar depois de ter tornado pública a nossa saída àquele lugar "santo" em Sintra.
Mas, voltemos à descrição dos factos. Saí de Lisboa na sexta-feira, por volta das 22:30h depois de quase 2 horas à espera no parque de estacionamento do McDonalds da auto-estrada. Digamos que já tinha algumas raízes a nascer-me do cú enquanto estava sentado no meu carro.
Ia com duas famílias que também tinham sido convidadas. Vou chama-las de família A e família B para melhor clareza.
A família A era liderada pelo Caracol, um senhor atinado e sem uma pitada de maldade no corpo. Adora ir à missa todos os dias e protocolos de casamentos e baptizados. A sua esposa é a “Tá-se” que me parece ser descendente de um polvo tal é a maneira como controla os rebentos que fogem em todas as direcções. Os rebentos são formados pela Ranhoca que é a que tem o nariz mais ranhoso da casa, a Pavarotti com o seu peluche de um pónei e a Goelas que enjoa nas curvas da estrada.
A família B era liderada pelo Barbichas, um rapaz que adora chegar atrasado aos compromissos e que não pode passar sem a pílula... ou seria a sua esposa D. Fixe? Depois vêm as filhotas: Diva que gosta de ouvir as Divas como não podia deixar de ser e a Dorminhoca que não gosta nada de ficar com sono e não poder dormir na sua cama.
Assim são as famílias com as quais iniciei viagem rumo a Aveiro onde pernoitaríamos para partir para a Guarda de manhã cedo. Não sei com que artes, o fizeram, mas penso que me drogaram a Coca-Cola que engoli enquanto “marfava” um hambúrguer todo ressequido. Só isso explica o facto de ter aceitado deixar o meu carro ali no estacionamento e ir com eles num dos seus carros. Sim, porque o pior estava para vir.
Mal tinha começado a viagem, estava no carro da família A, no lugar da filha mais velha que passou para o carro da família B. Já tudo fazia parte do plano magistral elaborado por aquelas mentes sádicas. Fiquei assim retido no mesmo carro que a diabólica Pavarotti e a Ranhoca. Ai, que dói muito quando penso nisso.
A Pavarotti é literalmente, uma estação de rádio infantil humana. Ela passou 99,6% da viagem a cantar em altos gritos todas as músicas infantis de que se recorda. E acreditem quando digo que ela tem um arquivo monumental na sua pequena cabeça. Uma cantora de ópera pequenina.
A Ranhoca olhava para mim da sua cadeirinha adaptada, nos seus 3 aninhos, com um sorriso malévolo que entendi querer dizer: “Coitadinho, mal sabe onde caiu. Vai chegar ao fim da viagem a trepar pelas janelas.”
Isto não está muito longe da verdade.
Chegámos na estação de abastecimento de Nazaré. Quis logo saltar da viatura ainda em movimento, mas tinha as portas fechadas atrás. Arrrggghhhh... Socorro!! Barbichas, vendo o meu desespero, veio salvar-me abrindo a porta de trás, enquanto Caracol atestava a carrinha.
Fomos até ao café e enquanto me distraiam com conversas de estrada, surgiu um extra-terrestre na minha frente. Não, não estou a exagerar. Era um tipo que parecia saído de um filme de David Lynch. Tinha um penteado de cabelo que parecia uma mistura entre um penico e um piaçá (para quem não sabe é aquela escova que costuma estar ao lado das retretes). Raios parta o tipo! Fiquei assustado o resto da noite só a pensar nisso.
Do lado de fora, mesmo junto à porta estava um carro parado com um tipo a fingir que dormia. Ele bem se esforçava ao babar pelos cantos da boca e tombando a cabeça para todos os lados, mas ele não me enganava. Fazia parte de um complot.
Seguimos viagem e não demorou muito a chegarmos perto de Aveiro. Iríamos ficar em casa dos pais de Caracol. Mas estava tudo escuro naquela aldeia. Não se via vivalma. Lógico que devem ter colocado soporíferos em todos eles. Mas ainda faltava comprar as pílulas. Não me perguntem porquê, mas parece que era caso de vida ou morte. Assim, lá fomos numa terrinha pequenina no litoral de Portugal às tantas da noite tentar encontrar uma farmácia de serviço. Não foi fácil, mas lá chegámos à Farmácia Leite (nome sugestivo). Agora imaginem a cara do farmacêutico ao atender àquela hora da noite, três tipos para comprar pílulas anticoncepcionais.
Lá voltámos para casa e ainda deu para petiscar alguma coisa. Não sem sermos vigiados pela benjamim do grupo. A Ranhoca surgiu do nada e ficou a espiar-nos com olhos bem atentos.
Nota para terminar: Há dois Pavarottis potenciais na família A.
Não consigo deixar de pensar que tenho dois entes. Duas entidades distintas dentro de mim.
Uma é a que governa mais tempo as minhas acções e decisões. Mas depois tenho uma outra que aparece quando menos se espera e tenta tomar o controle.
Onde eu tenho mais noção da sua existência e da sua luta titânica é quando estou a lavar a cabeça no chuveiro e tenho a cara cheia de shampoo.
Por vezes receio abrir os olhos sabendo que se os abrir terei um dilúvio de material tóxico a entrar-me pela retina a dentro. Ainda hoje quando fazia a minha "lavagem mensal", estive prestes e sentir que essa entidade iria ganhar a batalha e teria de acorrer a lavar os olhos rapidamente.
Pelas minhas conclusões essa outra entidade é o Tarzan Taborda.

Tudo indica que seja ele. Ai se o apanho a jeito!!
Quando se recorda com mágoa as vítimas do World Trade Center em Nova Iorque neste 11 de Setembro, esquece-se um outro 11 de Setembro em que eram os americanos a serem os terroristas.
Falo do caso Salvador Allende no Chile, que preferiu suicidar-se a ser deposto por uma ditadura militar que durante tantos anos tem massacrado aquele país.
O que hoje é verdade, amanhã poderá ser mentira.
Eu estou numa fase ótima. Acho que quanto mais passa o tempo mais eu fico melhor como pessoa e como profissional.
Não sou narcisista, mas tenho de reconhecer que gosto de quem sou. De quem me tornei.
Passei de uma pessoa insegura com muitos receios e caracteristicas muito negativas, para alguém que soube conviver com essas facetas menos boas e molda-las até objectivos delineados. Não de uma forma consciente ou planeada. Acho que foi a vida e o carácter que me foi incutido pela minha progenitora aquando do meu crescimento conturbado.
De qualquer forma a nível profissional sou uma espécie de camaleão já que me adapto a qualquer ambiente ou desafio, cumprindo e excedendo as expectativas. Coisa que me preenche e que me faz sentir cada vez mais confiança nos projectos que abraço.
Já a nível pessoal sou uma pessoa que se sente bem com ela própria e que gosta muito de ser como é. Só isso acho que diz tudo.
Uma amiga diz-me que estou no mesmo escalão de homens como Sean Connery, Harrison Ford ou Richard Gere. Eu acho que ela deve comprar óculos.
Diz que quanto mais velho melhor. Que está muito curiosa por ver como ficarei daqui a mais uns anos.
Enfim. Eu fico contente com o que já sou. Mas gosto de pensar que sou como um bom vinho. Que com os anos vai ganhando um sabor mais apurado e que deve ser degustado com prazer e deleite.
Entretanto continuarei a minha caminhada em me tornar uma pessoa melhor a todos os níveis. Nunca estou satisfeito e isso vai-me perseguir por toda uma vida de etapas que intentarei alcançar.
Bom... pensamentos que me assolam depois de conversas amenas com os amigos! É muito bom ter amigos.
Temos milhares de professores que vão ficar no desemprego. Temos milhares de alunos com ensino deficiente, porque não têm professores suficientes e qualificados.
Porque é que isto me parece inaudito??
Não pude resistir muito mais tempo e numa fugidinha rápida da praia eu consegui uma ligação meio rasca para postar. Por isso aqui estou...
Apenas para dizer que está tudo bem, estou a aproveitar muitissimo e que já fiz mil e uma coisas que eu nem sabia que seria possivel em tão pouco tempo. Enfim, por isso mesmo preciso voltar aos meus afazeres de veraneio e voltar para o bronzeio da praia e os golfinhos....
Será que isso deu uma pista?? :-))
Eu não consigo conceber o que será a dor mais intensa que uma pessoa poderá atingir nesta vida. Desde as dores de parto até uma perna partida, um dente arrancado ou ser queimado por acidente....
Tem vários tipos de dor, mas tem um que eu acho que é particularmente doloroso. Penso que ganha de todos.
A morte da família. Uma pessoa que perde a família inteira, esposa, marido, filho, filha, netos...
Vou ainda mais longe! Uma pessoa que viu seus familiares morrerem devido à acção de outras pessoas. Seja acidente ou por intenção.
Não é minha intenção ser mórbido, mas quero aqui explorar o quanto uma pessoa é capaz de aguentar ou de fazer em circunstâncias extremas...
Ontem estive a ver o filme Gladiador, pela 3ª ou 4ª vez, já nem sei.
A história é levada ao extremo até mesmo em tempos conturbados como na antiga Roma. Mas o sentimento ainda hoje prevalece.
Um homem ou mulher é capaz de tudo para salvar os seus entes queridos. A família está antes de qualquer ideologia, religião ou política. Pelo menos assim seria o processo natural.
Muitas vezes isso não se aplica devido às moralidades perdidas. Prevalece o salve-se quem puder. Agora depois de morrerem aqueles de que mais se gosta, que importa a vida? Que importa continuar a viver sem ter a presença e companhia dos que se amam?
Apenas se pode continuar a viver por vingança. Um sentimento conotado como ruim e desprezível, mas que tem uma força abismal quando entra na mente vazia de uma pessoa magoada.
Nessa situação... saiam do frente!
Oh, calor infernal....
Dormir é um trabalho para titãs. Eram 3 da manhã e eu ainda não conseguia dormir com os 30º que fazia no meu quarto.
Para quem conhece Portugal, sabe que estas temperaturas à noite são muito invulgares. Revela bem a alteração climática que se vem a sentir.
Há cerca de 4 anos que eu só consigo dormir nú ou com uns boxers, mas preferencialmente nú. É daquelas coisas que vicia. Aquela sensação de liberdade.
Ora, com esta temperatura, nem isso me salvou. Estava com o corpo molhado em cima daquele lençol húmido da cama. Virava e revirava e não conseguia conciliar o sono.
Decidi sair dali e ir para a beira rio ao pé da antiga Expo. Para meu espanto, estava cheia de pessoas com a mesma ideia. Em grupos ou sozinhos, aproveitavam uma noite invulgarmente quente...
Como eu já disse em posts anteriores, o Verão e o seu calor parece que desperta paixões e líbidos como nenhuma outra causa.
É como se de uma virose se tratasse. Mesmo que se tente excluir disto, não é possível. Somos apanhados no meio de uma corrente electrizante.
Damos por nós a olhar com intensidade quem nos atrai sem que a conhecemos de lado nenhum. Penso que mesmo sem falarmos não evitaria ter sexo com ela ali mesmo no meio do luar e da vegetação fresca e verde.
Coisa animalesca mas cheia de significado.
Bom... resta-me bater as minhas asas de anjo caído para refrescar-me antes que derreta.
Ainda sobre o Verão e este calor abismal que tantos fogos deflagrou no País, está a começar a afectar-me e a moleza/preguicite aguda instalou-se no meu corpo.
Mal se mexem os dedos para teclar quanto mais atender clientes e afins. Não que eles liguem muito porque como as pessoas do meio sabem, a publicidade e marketing estagna completamente nos finais de Julho e todo o mês de Agosto. Mais valia estar já a gozar as férias. Por falar nisso, vou reencaminhar as chamadas do telefone do meu gabinete para o meu telemóvel e vou direito para a praia gozar um sol e uma praia fresquinha... ehehehe Com muitos gelados e bikinis para provar!!
Boa, vou avisar a recepção..... Adiós!!
Será impressão minha, ou de cada vez que o calor aperta, as pessoas tendem a ficar com o sex-appeal no auge? Está uma semana que se mantém em temperaturas de 37º a 45º e num país ameno e de poucos calores, esta situação já começa a originar situações mais... "quentes".
Exemplo disso é os olhares tarados e esfomeados de sexo dos portugueses. Até a Dona Joaquina não resitiu em me dar dois beijos repuchados nas minhas bochechas e um beliscão no cú. Algo me diz que em Maio vai haver um aumento assombroso de natalidade. Haja corpinho para aguentar!!
É paradigmático constatar como na sociedade da informação e da comunicação facilitada, é o centro de uma comunidade cada vez mais isolada e solitária. Os jovens cometem loucuras e enveredam por caminhos tortuosos apenas para acompanhar a turbe e escapar à solidão.
No entanto, será que estão mesmo acompanhados? Será que estão a fazer parte de um todo? Ou são, isso sim, pequenas ilhas que vão navegando ao pé umas das outras?
Aquela história de ontem e que suscitou tanta admiração, não se passou comigo felizmente, mas foi uma cena de um filme surpreendente. Entre mulheres na casa dos trinta que continuavam solteiras e procuravam desesperadamente por companhia masculina. Não de uma companhia temporária como o habitual, mas sim alguém que estivesse com elas como companheiro da vida.
Esta cena foi rodada com uma Brooke Shields bastante mais madura e sedenta de um abraço.
Eu não sei o que eu pensaria nessa altura, se tivesse ocorrido comigo. Provavelmente já aconteceu, mas ela não foi aberta comigo ao ponto de me pedir que ficasse. Encontros ocasionais de uma noite. As cidades estão cheias de histórias idênticas.
Eu não busco insanamente uma companhia. Talvez por ser ainda jovem ou por ter uma forma de vida e de pensar que não requer tal. Não quero pensar que chegarei a este estado de desespero.
Ela rebola na cama, com um leve lençol a cobrir o seu corpo. Percorre o corpo dele com os lábios que não páram de beijar, de tocar.
Está em cima dele e eleva um pouco a sua cabeça para o olhar nos olhos, com uma expressão de amargura...
- Por favor, dorme comigo esta noite até o sol nascer.
- .....
Ele fica uns momentos a olhar os olhos tristes e vazios de alguém que conheceu nessa noite.
- Sim, eu prometo.
Ela descansa no seu peito. Feliz por momentos....
Eu reparo no que me rodeia. Nem sempre, mas por vezes tenho laivos de visão muito abrangente e não posso deixar de notar algumas coisas invisíveis aos olhos dos "adormecidos".
E denoto como um sorriso parece criar luz em sitios obscuros. Num elevador apinhado de gente, numa sala de reuniões enfadonha, num café perto da hora de fechar.
Pode ser que seja pelo dentífrico que se usa... ou não, ou não!!
Sinceramente não sei como descrever, mas o que é certo é que cria sempre um ambiente altamente sensual ver uma mulher bonita armada até aos dentes.

Será que passa por pensarmos que ela vai disparar e não encontramos maneira melhor de morrer feliz? Ou será pela visão de ver uma mulher cheia de curvas ainda mais perigosas doque as armas que transporta consigo?
Sinceramente, eu não sei responder concretamente, mas o que é um facto é que
ficamos sempre agradados com uma visão destas. Seja em filmes negros ou de acção, mulheres atléticas e bem oleadas ficam sempre bem. Chauvinismo? Com certeza. Machismo? Sim, embora me custe admitir. Criança? Sim, mamã. Mas sincero!

Aí está Ellen Roche que também foi um clone da Lara. E que belo clone.
Desculpem, mas hoje estou assim, mundano e depravado, mesmo!
:-)
Afinal, sou humano.
Ofereceram-me algo muito especial. Nunca pensei que algo assim tão abnegado poderia ser oferecido.
Ofereceram-me a namorada perfeita.
Isso mesmo! A namorada perfeita. Apenas teria que fazer uma lista de tudo aquilo que eu gostava numa mulher de modo a poder ama-la!
A principio pensei que teria todos os meus problemas resolvidos, mas cedo percebi a impossibilidade de tal suceder.
Pelos simples facto de não podermos fabricar uma pessoa do nada e saber que a vamos amar.
Eu vou explicar:
Uma amiga minha (a tal, para quem tem lido esta novela real), perguntou-me quais são as caracteristicas pelas quais eu posso vir a apaixonar-me por uma mulher.
Eu tive um pequeno impulso de poder descriminar os vários pontos que me fariam cair perdidamente nos braços de uma mulher, mas cedo percebi que não dava.
Eu não considero que exista tópicos ou pontos pré-estabelecidos que me façam apaixonar. Acho que até pode ser uma pessoa totalmente contrária ao que eu gosto neste momento. Posso me apaixonar por uma mulher que nada tem a ver comigo. Não sei. Acho que tem de haver mais química e em química é necessário porções e composições bastante complexas.
Por isso deixo a selecção natural tomar o seu curso. Ela queria que eu fizesse uma lista doque eu gostava e doque não gostava e ela iria se moldar ao que eu iria descrever. Eu não consigo imaginar, situação mais delicada e de falta de amor próprio.
O amor é assim tão cego? Mas que tenho eu para levar uma pessoa a fazer uma loucura destas?
Mas a razão não é aqui chamada.
Neste caso é obsessão!! Cruzes Canhoto...
Mas porque continuo a ser um total irresponsável? Apesar de tudo o que já aprendi e dos erros que cometi, continuo a massacrar-me com erros funestos e escandalosos!
Eu já sei que tenho de tomar cuidado a apanhar sol. Especialmente porque tenho a pele muito branca. Depois, porque não vou à praia há algum tempo. Também, porque não devo estar ao sol muito tempo.
Enfim, uma variedade de razões pelo qual eu deveria tomar mais cuidado e me tornar mais responsável com o meu corpo. Afinal, só tenho este.
Agora estou completamente tipo lagosta. Com um escaldão tremendo e com risco de criar cancro da pele daqui a alguns anos.
Eu gostaria de me desculpar com o facto de eu ter colocado protector solar umas 4 vezes durante o dia. Também me queria desculpar por ter estado debaixo do chapéu de sol por um tempo ao fim da tarde. Mas não... não posso me desculpar.
Chicoteia-te, homem! Chibata-te! Não mereces outra coisa. A cada dor que sentes pela roupa tocar a tua pele é um castigo mais doque merecido. Só assim aprendo.
Vai, põe alguma coisa quente em cima da pele. Sim, grita de dor!!
Malandro. Não aprendes nunca!
Bem-feito para aprenderes...
Espero sinceramente que amanhã esteja como o dia de hoje, porque aqui o pele de leite vai ficar tipo salamandra (oops, salamandra odeia sol, ehehe)... como lagartixa a apanhar sol.
Areia, sol e muita água!! Hummmmmm......
Quando percorro as estradas de Lisboa, não posso deixar de notar que estão muito mais floridas. Cheias de flores de variadas formas e feitios.
Ao principio parece ser uma boa novidade e confesso que fiquei da primeira vez bem surpreendido com esta novidade.
Cada vez mais eu via estes pequenos pontos floridos em vários pontos da estrada.
Até que comecei a perceber algo mais.
Abaixo de cada um destes ramos de flores amarrados a postes, railes e ferros que circundam as rodovias, via alumínio amolgado, protecções das vias todas retorcidas.
Compreendi aquilo que todos sabem, mas que teimam em ignorar.
Que se morre cada vez mais nas estradas portuguesas.
É tempo de consciençalização de que as estradas estão pejadas de locais marcados pela morte.
Não vou estar aqui com explorações de quem é a culpa. Apenas digo que é necessário tomar muito cuidado. connosco, mas principalmente com os outros.
Nunca se sabe de onde poderá vir um encontro que modificará a nossa vida para sempre... ou termina-la!
Ontem estava a ouvir a reportagem que foi feita sobre aquela rapariga inglesa que foi pseudo-raptada pelo marine norte-americano.
Ela é menor e ele tem uns 30 e tal anos.
Tudo bem... é errado o que sucedeu e deve servir de aviso a todos os que navegam pela net. Mas o que se passou a seguir, foi a meu ver, uma caça às bruxas.
Os jornalistas na tentativa de fomentar mais frisson nos telespectadores, fez uma reportagem com uma mãe muito preocupada com a sua filha. Até aqui tudo bem. Mas a mãe desta rapariga vai ao extremo e compara a internet com obras do demónio, tendo até a intenção de barrar a entrada da filha na internet. Vai colocar o computador no escritório e fechar à chave. Disse que foi a pior coisa que poderia ter feito ao colocar o computador no quarto da filha como prenda de bons estudos.
Acho inominável. Então é barrando o conhecimento de uma tecnologia que pode desenvolver a mente da filha até níveis inexplorados que vai impedir que ela faça travessuras dignas de uma adolescente?
Ainda é pior, porque torna-se um fruto proibido. Demasiado tentador para não ser violado.
Não quero dizer que não devem fazer nada. Mas tudo passa por ter uma abertura maior com os filhos. Tornarem-se seus confidentes e informa-los de tudo o que é o mundo da internet. Do que devem evitar, dos perigos, mas também dos benefícios.
Pelo jeito da reportagem, os jovens adolescentes nem sequer deveriam tocar numa linha de acesso à internet até que atingissem a idade adulta e mesmo assim seriam capazes de colocar ChildGuards.
Por favor... vamos a ser coerentes. A culpa não está na internet. A culpa, a meu ver está no diálogo entre filhos e pais. Não é sendo autoritária e fria, bloqueando a internet à sua filha que ela vai impedir que ela entre num ciber café e faça a mesma burrice.
Tem de haver é confiança de parte a parte.
Ou caso contrário, coisas como as que sucederam em Inglaterra sucederão novamente.
Já é quase uma tradição de família a conversa junto à máquina de lavar a roupa.
A minha mãe costuma lavar a roupa à noite e quer deixar depois de lavada a roupa no cesto para que não fique demasiado amarfanhada dentro da máquina.
Ora, como ela não se quer deitar antes que a máquina acabe, costumamos nos juntar a ela e conversar sobre tudo e sobre nada. Talvez dos momentos que mais irei guardar como das minhas melhores lembranças.
Numa destas conversas abordámos um tema recorrente: O tempo em que ela andava na escola.
Escusado será dizer que nunca me canso de a ouvir descrever as suas desventuras porque de todas as vezes parece que sou transportado para outra era. Incrivel, a capacidade que ela possui para nos levar nas suas histórias.
Desta vez contou a época em que eram castigados severamente sempre que não estudavam ou se enganavam na resposta a dar.
A professora, tinha um gostinho especial em maltratar as crianças e o terror era tanto, que mesmo os que sabiam, ficavam com a mente em branco assim que a viam se dirigir na sua direcção. O terror passava naquela sala de aula.
Desde reguadas nas mãos até ficarem em carne viva, passando por chicotadas de canas da índia (canas bastante compridas) na cabeça quando estavam no quadro. O castigo depois de todas estas agressões, era ficarem assentados num banco alto em que não chegavam com os pés no chão, virados para a parede e com as mãos amarradas atrás das costas.
Nas raparigas enrolava os longos cabelos em volta da mão e puxava sadicamente.
Numa delas chegou a arrancar o couro cabeludo pelo casco da cabeça. Os inspectores que lá iam enviados pelos pais nunca podiam fazer nada porque ela não demonstrava quem era na sua frente. Muitas vezes era encorajada pelas entidades superiores para disciplinar as crianças.
Quando estava a ouvi-la contar isto eu constato o quanto que já se percorreu na nossa evolução e o quanto os nossos filhos poderão beneficiar no futuro. Espero que continue neste caminho.
Ainda nesta altura, muitos casos destes devem prevalecer na nossa sociedade, mas encobertos nas casas uns dos outros. Adultos que se desforram das suas frustrações nos mais novos.
Eu devo ser mesmo um anormal.
Até nos sonhos eu só faço merda. Ultimamente tem-me dado para sonhar. Ou pelo menos para me lembrar de que sonho.
Ora neste sonho, de que eu me lembro hoje porque acordei sobressaltado com os barulhos (sexo desenfreado) dos vizinhos de cima, eu passei um mau bocado a tentar impressionar uma mulher de um posto de abastecimento de gasolina.
Eu julguei que nos sonhos tudo se passasse como magia. Eu bastava dar espirrar forte que me surgia logo alguém com um lenço.
Mas pelos vistos não se passa bem assim.
Pois eu obtive a prova da maneira mais dura. Passei a maior vergonha diante de uma mulher de um posto de gasolina. Mas o melhor de tudo é que a vergonha não tem razão de ser porque ela não existe nem o posto de gasolina.
Por isso sinto-me o maior anormal à face da terra. Para colmatar isso, de que me lembrei? Colocar aqui tudo explicito e depois sim, haver razão para me envergonhar porque foi publicado online. Mas nesse caso, passo a ser masoquista. Um desejo urgente de me sentir mal comigo próprio.
Será?
Bom... pensando bem, não irei aqui descrever o sonho. Acabei de descobrir que além de anormal e masoquista, também sou cobarde.
Apenas posso adiantar que tem a ver com um Mercedes SL500 de modelo antigo, uma bomba de gasolina nos arredores de Lisboa e uma mulher com cara de poucos amigos.
O resto deixo à imaginação!!
Estou seriamente preocupado com o estado do meu País.
A classe política é desastrosa e com os seus lobbys e incompetências, afugentaram os que realmente podem fazer alguma coisa.
Os melhores gestores e idealistas estão nas empresas privadas e com toda a razão. Os incentivos e credibilidade da classe política são uma vergonha nacional.
As pessoas em geral estão desanimadas e veem com desconfiança o futuro. Os nossos melhores talentos fogem para uma Europa mais desenvolvida e o desemprego continua a aumentar.
Os empresários escolhem seguir uma linha de conduta pouco ética e tentam explorar ao máximo o mercado sem levar em conta o futuro. Preferem o lucro fácil e rápido e os outros que se entendam com os restos.
E o governo nada faz e pior, instiga esses comportamentos. A oposição nem sequer é oposição com as suas contínuas guerrinhas internas de protagonismo.
O trabalhador é cada vez mais abusado e explorado. É ele que tem de trabalhar para uma população cada vez mais envelhecida e à beira da reforma. A riqueza é mal distribuida e os mais sagazes fogem às suas responsabilidades colocando os seus dinheiros em contas off-shore!
É caso para dizer. E eu? O que irei eu fazer em relação a isto?
Será que poderei fazer algo. Estou convicto de que sim. Mas conseguirei sair do comodismo crónico?
Antes de tentar fazer seja o que for terei de lutar a minha própria luta interior.
Só assim poderei seguir em frente sem hesitações.
O que eu considero inevitável para que o País entre nos trilhos é uma consciencialização por parte de todos de que terá de haver ética profissional a todos os níveis.
Haverá sempre aproveitadores, mas para isso terá de haver repressões graves e concretas.
Tudo sem falhas.
Bom... lá estás tu a sonhar!!
Engraçado, como continuo num teor derrotista.
Terás de mudar, Rui.
Sinceramente sou completamente contra a Tourada. Não me interessa se são Touros de Morte ou não.
O importante é que os seres humanos continuam a ser bestas no que concerne ao sangue e à violência.
Podem dizer que é tradição, principal argumento dos aficionados. Então, também é tradição a arena do Circo Romano, em que colocavam pessoas a enfrentar leões e tigres.
Ou gladiadores a enfrentarem-se até à morte. Porque não?
Também é tradição. A tradição já não é o que era e ainda bem. Agora já não querem os touros de morte apenas em Barrancos mas também em todas as praças.
Acho muito bem. Sim, acho que pode ser assim mesmo. Touradas de morte em todas as praças, mas atenção, enfrentando o touro apenas com as próprias mãos. Sem ajudas. Humano contra touro e sem armas de qualquer tipo.
Acho as touradas inumanas e pior, cobardias de uma massa de gente sedenta de sangue.
Cobardes!!
O puto foi multado e bem multado.
Não sou muito de ver televisão. Na verdade, prefiro ler um bom livro. Ou ver um DVD alugado, quando muito.
Mas, a RTP2, tem-me deixado com uma agradável sensação. É o que se pode chamar de boa emissão pública. Marca a diferença.
Ora, estava num processo sonolento de zapping, quando no programa apresentado por Ana Sousa Dias, chamado Por Outro Lado, fiquei estático a ouvir a entrevista que fez a Simão Rubin (membro da companhia de teatro do Chiado).
As palavras de Simão, calmas, afáveis, mas ao mesmo tempo carregadas de censura e de crítica acerada contra a política em geral, no que concerne a cultura, foi fascinante.
Na realidade, como pode Lisboa (capital de Portugal), não ter um festival de teatro, sendo o mais próximo o festival de Teatro de Almada. Haver apenas uma sala de teatro em Lisboa. Aprendi algo muito interessante também:
Aquelas peças que normalmente estão em cena e que neste momento são pródigas em bilheteiras não são teatro na sua verdadeira acepção da palavra. São sim peças experimentais. Peças de teatro clássico são quase nulas.
Na realidade, depois de reflectir um pouco, verifiquei que há muito tempo que não vejo nenhuma peça clássica ser colocada em cena. Em Londres é sempre casa-cheia, mas aqui é o que se vê.
Houve um pormenor que achei delicioso também. Nas festas dos estudantes universitários é standard em Portugal ser palco de música Pimba, que por sua vez é gozado e escarnecido pelos estudantes. Um espectaculo que sempre achei degradante.
Ah, mas não podia deixar aqui em claro uma notícia importantissima:
Foi deliberado em Tribunal, que o Estado foi acusado de negligência e suborno no ministério da Cultura do antigo ministro Manuel Maria Carrilho.
E onde param as notícias deste facto importantissimo?
Ontem eu falava com uma pessoa que eu nem conhecia, sobre algo completamente trivial, quando um comentário me deixou a pensar.
Segundo ele, homem dos seus 45 anos, executivo, não suportava o seu próprio cheiro. Dizia que tinha de se lavar constantemente e colocar imensos desodorizantes porque agonizava com o seu odor corporal.
Eu cá pensei com os meus botões o quanto eu era feliz com a minha própria pessoa. Gosto muito de mim e o meu odor corporal é francamente agradável aos meus sentidos. Pode ser que não o seja para estranhos, mas sou eu que vivo nesta pele, nesta carcaça. Sou eu que me tenho de dar bem comigo próprio.
Após um treino intenso, a jogar futebol, correr, exercícios de pesos, etc, eu fico completamente ensopado em suor que me escorre em estopinhas pelo corpo. Mas no fundo até me agrada sentir aquele calor de sangue a ferver. Aquela água que me refresca a pele. Não exalo um odor desagradável a meu ver, talvez porque eu seja asseado. :-)
O que é um facto é que eu não concebo alguém viver uma vida sem gostar do seu cheiro.
Na verdade, considero que o odor é um factor importante na atracção física por outra pessoa. Sentir o cheiro da sua pele. Aquele aroma de carne tenra, pronta a ser mordida. Hummm... não, Ana, eu prometi que não usava os meus dentes de novo! eheheh
Snifff... sniff... hummm... que bom!!
Eu sou capaz de ser meio limitado, que o sou, mas eu entendo que quando dizemos não, quer dizer precisamente NÃO. É o contrário de SIM e TALVEZ!
Pelo menos entendo assim, mas eu sou um caso especial de anormalidade. A Nyana não concorda comigo nesse ponto, mas é por bondade dela.
A questão é que obsessão pode ser um mal muito grave.
Uma amiga minha não entende isso. Eu já lhe disse que um caso entre nós não resultaria. Acredito que depois de mais de um ano de insistências já teria demarcado bem a minha posição, mas pelos vistos isso não sucede.
A história conta-se em poucas palavras.
Ela conhece-me há cerca de 2 anos e parece que ficou irremediavelmente apaixonada por mim. O problema é que essa paixão não é correspondida.
É óbvio de depois desse tempo nós já falamos seriamente e já ficou estabelecido que um relacionamento entre nós é completamente irreal.
Ou pelo menos, pensei eu que tivesse ficado esclarecido. Será que tenho mesmo de cortar relações para finalizar este assunto? Não sei que mais posso fazer.
Eu acho que o que me dificulta mais perceber isso é o facto de nunca me ter apaixonado. Tenho 27 anos e ainda não me apaixonei. É de loucos, mas é assim mesmo. Estou fechado numa protecção de titânio que não deixa passar sentimentos dessa espécie.
Já tive "n" relacionamentos, mas talvez tenha sido por isso que já sei quando dá certo e quando não.
Eu não gosto de magoar ninguém, mas parece que não estou a salvo disso mesmo contra a minha vontade.
Agora eu não vou forçar uma relação e ainda dar esperanças a alguém apenas por pena. Isso é tremendamente violento.
É mais uma marca da vida.
Os que lêem este weblog há mais tempo, já sabem que é da mesma pessoa de que falo, mas pelos vistos a coisa ainda não acabou.
Restam as cenas dos próximos episódios!!
Essa espécie rara denominada "Pessoam Idiotum", costuma perambular por vários pontos do mundo, mas parece que se concentra especialmente nos congestionamentos de trânsito.
Ontem tive oportunidade de ver várias delas no congestionamento da Avenida Marechal Gomes da Costa (aquela via que vai do Relógio à Expo). Vou passar a contar a história:
Estava eu numa fila interminável de viaturas num sol inclemente em hora de ponta, depois de fugir de um acidente na 2ª circular. Pelos vistos não consegui mais doque passar para um trilho de animais caracteristicos desta espécie.
Um desses espécimes era particularmente pobre em massa encefálica. Estava ao volante de um Honda Civic e tinha um tique nervoso que o levava a tocar insistentemente na buzina.
Talvez trauma de infância. Ou demasiada masturbação e tenha ficado com a mão incontrolável.
O que é um facto, é que a cada minuto ele desatava a apitar como se não houvesse amanhã (inspirado no Homem Que Mordeu o Cão do Nuno Markl)
Não havia sítio para onde ir. Era uma fila continuada e estagnada numa via que não tinha escapatória, mas se houvesse um milímetro vago, ele desesperava se não a percorressemos imediatamente.
Ao lado, estavam pessoas que nos olhavam com caras de poucos amigos e sempre receosos que fossemos ocupar o espaço que eventualmente pudesse ficar entre eles e o próximo carro.
No fundo estavam todos hostis como se fossem todos numa corrida para salvar a própria vida.
Tipo manada de bois em caminho para o curral.
E eu parecia um pobre imberbe que estava a empatar aquela mole de gado vacuum.
Bom, é uma lição que devo aprender.
Quando eu encontrar uma fila de trânsito daquelas proporções devo sair e estacionar o meu carro. Depois dirigir-me ao próximo café com esplanada e sentar-me a beber um refresco enquanto vejo aquela manada a empurrarem-se uns aos outros insanamente.
MMMMMUUUUUUUUUUUUU.......
Em todo o mundo existem grupos que se movem por entre a multidão como se de outro mundo fizessem parte. Como se fossem aqueles agentes Matrix, que protegem os designios da matriz.
No entanto, não são máquinas que mexem as peças do xadrez senão os próprios humanos que por sua vez são movidos por crenças, ambições ou delirios de poder.
O que é um facto é que existem. Desde personagens mais juniores até ao estatuto de mestres da manipulação.
Dou um exemplo deste pseudo-escândalo da Casa Pia.
Já todos têm uma noção de que são realmente culpados, mas agora as atenções são desviadas para a cabala e para possíveis complots para destruir um grupo de interesses.
Os próprios juízes são apontados como causadores e mentores de invejas.
Já no caso Felgueiras o povo insurgiu-se contra a Justiça porque ela decidiu actuar a acusar a sua presidente por corrupção e desvio de dinheiros.
Portanto, são acusados por actuar e são acusados de não actuar. O povo move-se por aquilo que certos cabecilhas estratageiam nos seus tabuleiros da vida real. Não se sabe quem são, mas que los hay, los hay!!